PV x PV
ANTONIO CARLOS NOGUEIRA
Muito milito na política, entendo que cada vez mais os partidos deveriam estar acima das pessoas, mas essas são mais fortes que partido. Que incoerência!
Temos como exemplos grupos dominantes em todos os partidos, grupos estes representado por pessoas: Sarney no PMDB, Roberto Freire no PPS, Lula no PT, Serra no PSDB, Roberto Jeferson no PTB, Penna no PV e muitos outros que são conhecidos, figurinhas carimbadas no poder da política brasileira.
A saída da Marina Silva do PV não foi por questões de principio partidário ou algo parecido e muito menos por discussões pragmáticas, foi pelo Poder! Mas até a Marina? Sim, ela queria o poder do partido.
Achava ela que validada pela surpreendente aceitação de quase 20 milhões de votos obtidos na eleição para presidente, filiada a um partido considerado nanico até então e inflamada por seus companheiros oriundos do PT, junto com uma insatisfação de alguns verdes históricos, chamados orgânicos conseguiria abocanhar o partido tentando criar um movimento nacional interno capaz de galgar a presidência do partido.
Aqui em Mato Grosso, já tínhamos visto um filme parecido, quando da filiação de Luiz Soares.
Penna foi alvo de críticas da ex-senadora acreana, que acusou a sigla de estar engessada em uma estrutura de comando verticalizada e autoritária que mantém o atual dirigente no cargo de presidente há 12 anos.
Acredito, sim, que devemos lutar internamente pelo partido, a saída não é a saída! O PV não chegou hoje. É um partido que existe há mais de 20 anos e isso deve ter algum valor para os verdes que estão há muito tempo militando. Precisamos sim, mudar, oxigenar de forma interna, mesclando antigos dirigentes com militantes orgânicos que anida não participaram de forma direta das executivas.
Há necessidade sim de mudanças internas, mas de forma coerente prestigiando verdes que ajudaram o PV a chegar até aqui durante anos de militância verde, esses mesmos que estão no partido apenas por questões pragmáticas, não pelo poder.
Acredito que as relações políticas são correligionárias, não de seguidores como nas religiões. Após o rompimento de Marina em uma declaração Penna diz "...foi a primeira crise séria de crescimento pela qual o partido passou. Ela trouxe a necessidade de administrar diferenças".
Esperamos que entenda realmente dessa forma, e reconduza de maneira menos pessoal o partido (principalmente nos Estados), pois sabemos que ainda existem diferenças entre os verdes e que a sociedade nos cobra um posicionamento diferente.
Política é formulação. Emoção é para escrever novela.
ANTONIO CARLOS NOGUEIRA é jornalista em Cuiabá.
Temos como exemplos grupos dominantes em todos os partidos, grupos estes representado por pessoas: Sarney no PMDB, Roberto Freire no PPS, Lula no PT, Serra no PSDB, Roberto Jeferson no PTB, Penna no PV e muitos outros que são conhecidos, figurinhas carimbadas no poder da política brasileira.
A saída da Marina Silva do PV não foi por questões de principio partidário ou algo parecido e muito menos por discussões pragmáticas, foi pelo Poder! Mas até a Marina? Sim, ela queria o poder do partido.
Achava ela que validada pela surpreendente aceitação de quase 20 milhões de votos obtidos na eleição para presidente, filiada a um partido considerado nanico até então e inflamada por seus companheiros oriundos do PT, junto com uma insatisfação de alguns verdes históricos, chamados orgânicos conseguiria abocanhar o partido tentando criar um movimento nacional interno capaz de galgar a presidência do partido.
Aqui em Mato Grosso, já tínhamos visto um filme parecido, quando da filiação de Luiz Soares.
Penna foi alvo de críticas da ex-senadora acreana, que acusou a sigla de estar engessada em uma estrutura de comando verticalizada e autoritária que mantém o atual dirigente no cargo de presidente há 12 anos.
Acredito, sim, que devemos lutar internamente pelo partido, a saída não é a saída! O PV não chegou hoje. É um partido que existe há mais de 20 anos e isso deve ter algum valor para os verdes que estão há muito tempo militando. Precisamos sim, mudar, oxigenar de forma interna, mesclando antigos dirigentes com militantes orgânicos que anida não participaram de forma direta das executivas.
Há necessidade sim de mudanças internas, mas de forma coerente prestigiando verdes que ajudaram o PV a chegar até aqui durante anos de militância verde, esses mesmos que estão no partido apenas por questões pragmáticas, não pelo poder.
Acredito que as relações políticas são correligionárias, não de seguidores como nas religiões. Após o rompimento de Marina em uma declaração Penna diz "...foi a primeira crise séria de crescimento pela qual o partido passou. Ela trouxe a necessidade de administrar diferenças".
Esperamos que entenda realmente dessa forma, e reconduza de maneira menos pessoal o partido (principalmente nos Estados), pois sabemos que ainda existem diferenças entre os verdes e que a sociedade nos cobra um posicionamento diferente.
Política é formulação. Emoção é para escrever novela.
ANTONIO CARLOS NOGUEIRA é jornalista em Cuiabá.





