MT SAÚDE Relator garante imparcialidade e mostrará responsáveis por rombo milionário


Da Redação
O deputado Emanuel Pinheiro (PR) rebateu as críticas da também deputada Luciane Bezerra (PSB) quanto à credibilidade de seu relatório da CPI do MT Saúde e afirmou que não vai mascarar dados. “Nada será feito para tapar o Sol com a peneira e, muito menos, livrar ninguém. Vamos respeitar os processos legais. Não vou incriminar ninguém sem provas”, pondera o republicano.
Luciane havia dito que, caso Emanuel não apontasse os responsáveis pelo rombo milionário no plano por ser da base aliada ao governo do Estado, ela apresentaria um relatório paralelo e o encaminharia aos órgãos fiscalizadores.
Como vice-presidente da CPI, ela aponta que deve haver a provas da incriminação dos ex-presidentes do plano, Yuri Bastos e Gelson Smorcinski, por supostamente terem desviado recursos do MT Saúde.
Emanuel afirma que a declaração da deputada foi precipitada e que ela teria o objetivo de “jogar lenha na fogueira” por fazer oposição ao governo do Estado. Quanto ao prazo dado estipulado por ele próprio para a entrega do seu relatório - dia 30 de maio -, Emanuel justifica que não o atendeu devido ao volume de documentação em análise. Ele pondera, no entanto, ter até o dia 27 de junho para concluir o trabalho.
“Vou levantar tudo que for necessário. O principal é que houve uma má gestão que causou essa situação. Vamos ver se isso foi uma coisa isolada do segundo semestre de 2011 e início de 2012 ou se veio de antes”, adiantou o republicano sobre o que devem constar no relatório final.
Os desvios e má gestão detectados pela CPI resultaram em uma dívida de R$ 73 milhões do plano, que já foi paga pelo governo do Estado para restabelecer o atendimento aos segurados pelos hospitais conveniados. A organização do MT Saúde deve ser revista para que ele se torne sustentável e não onere os cofres públicos.