Na tarde de quinta-feira (6), um segurança que presta serviço àquela unidade de saúde barrou a entrada de um grupo de sete vereadores, liderados pelo presidente da Comissão da Câmara Municipal, vereador Ricardo Saad (PSDB), que se fazia acompanhar de alguns jornalistas e que tinha como objetivo verificar “in loco” as reclamações de usuários contra as ações da equipe de segurança.
Além de mostrar total despreparo para o exercício da função, o segurança, cujo nome ainda não foi revelado, simplesmente bateu o portão na cara do grupo e disse, de forma truculenta, que todos deveriam aguardar na calçada, do lado de fora da unidade a resposta do supervisor da Integral Segurança, autorizando ou não a entrada dos vereadores e jornalistas.
Para o presidente João Emanuel, a ação é truculenta e o Legislativo Municipal não vai aceitar de forma passiva as explicações devidas pelo município. “Nós temos as nossas prerrogativas. Todos sabem que a principal função do vereador é exercer a fiscalização sobre os atos do Executivo e fazer o acompanhamento dos serviços prestados à população. Portanto, o que ocorreu é inaceitável e nós queremos saber quais providências serão tomadas a respeito”, disse.
João Emanuel, que legalmente é o vice-prefeito de Cuiabá, a partir do momento que o vice eleito, deputado João Malheiros (PR), renunciou ao cargo para continuar na Assembléia Legislativa, garantiu que Ricardo Saad e os demais vereadores terão apoio irrestrito da Mesa Diretora. “Já foi solicitado junto à Secretaria Municipal de Saúde explicações sobre o que motivou a implantação desse serviço. Queremos saber que fatos tão graves aconteceram naquela unidade de saúde que justifiquem a contratação de uma empresa particular de segurança para atuar no Pronto Socorro Municipal”, completa.
Saad, por sua vez ja encaminhou, via Câmara, o pedido de cópia do contrato de prestação de serviço formalizado pela prefeitura, bem como os valores que estão sendo disponibilizados para isso.
Da Assessoria





