Após acordão para presidir Câmara, Maninho manobra para ser prefeito


VÁRZEA GRANDE | 25/06/2011 - 08:45

http://rdnews.com.br/blog/post/apos-acordao-para-presidir-camara-maninho-manobra-para-ser-prefeito

Romilson Dourado

    Fernando Ordakowski

Sem maiores explicações, João Madureira abre mão da cadeira de presidente da Câmara para Maninho de Barros
  O policial civil e vereador João Madureira (PSC) se vê acuado a todo instante por causa dos questionamentos acerca de sua renúncia da presidência da Câmara Municipal de Várzea Grande, segundo maior município do Estado. Ele entregou o comando do Legislativo ao colega do DEM Maninho de Barros, filho do conselheiro aposentado do Tribunal de Contas Branco de Barros e primo dos irmãos Júlio e Jayme Campos, ex-prefeitos, ex-governadores e deputado federal e senador, respectivamente.
   Madureira enfrenta até gozação entre aliados mais próximos. Uns comentam que ele "amarelou" diante das pressões que estaria sofrendo depois que assumiu a prefeitura por 45 dias em março deste ano e liderou o movimento caça fantasmas, que ganhou até repercussão nacional. Outros dizem que ele só renunciou ao cargo de presidente depois de composição política ou até de negociação financeira. E há aqueles que apostam que Madureira abandonou o cargo em protesto à decisão da Justiça, que restabeleceu o mandato ao prefeito Murilo Domingos. O vereador, por sua vez, alega que tomou a decisão surpreendente por "motivos particulares".
   De todo modo, quem entra na fila como prefeito reserva é Maninho, vereador de primeiro mandato. Ele não tem traquejo político e nem experiência na vida pública. É empresário. Exerce o primeiro mandato e sua atuação como parlamentar é pífia. Há expectativa, por conta de alguns processos mais avançados que tramitam na Justiça, de Murilo e do seu vice Tião da Zaeli serem afastados de novo dos cargos. Foi motivado por isso que Maninho instigou Madureira a abrir espaço para ele. Se ocorrer nova reviravolta política e jurídica, com afastamentos de Murilo e Tião, Maninho se torna prefeito, o que marcaria a volta dos Campos ao poder.
    Entre os vereadores, ressurgem articulações nos bastidores para punir com afastamento ou até cassação a dupla Tião-Murilo por supostos atos de improbidade. Isso deve ocorrer até agosto caso, até lá, a Justiça não venha puní-los.

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