A proibição foi sugerida pelo DEM e acatada pela juíza Jatahy Nygaard. Distribuidor garante que a película se posiciona contra a pedofilia
27.07.2011| 01:30
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Na noite de sábado, na porta do Cine Odeon, na Cinelândia, na cidade do Rio, um grupo de inconformados bradava pelo seu direito de assistir ao longa-metragem A Serbian film, dirigido por Srdan Spasojevic e que teve sua exibição proibida: a cópia em 35 mm foi apreendida após o partido político DEM, por meio de uma liminar assinada pela juíza Jatahy Nygaard, da 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso do Rio de Janeiro, pedir tanto a proibição quanto também a venda de ingressos do filme, sob multa de R$ 100 mil diária em caso de descumprimento.
A ação tinha como prerrogativa a crença de que o filme faz apologia à pedofilia. Em linhas gerais, A Serbian film narra a história de um ator pornô em fim de carreira que concorda em participar de um “filme de arte”, mas acaba sendo coagido a realizar um filme exploratório com abuso infantil e necrofilia.
“Qualquer pessoa que realmente viu o filme reconhece claramente que não é. O filme é um claro ato político contra as barbaridades do mundo de hoje. Um filme sobre os medos de todos nós que se materializam em uma família que vê o pai descendo no fundo do poço, com horríveis consequências. Em poucas palavras: é um filme feito para chocar, com conteúdo político, sim, mas fundamentalmente é um produto de entretenimento, uma obra de ficção com posição clara contra a pedofilia e contra outras barbaridade”, afirmou Raffaele Petrini, da Petrini Filmes, distribuidora do filme.
A Serbian film já havia sido exibido em duas mostras no Brasil: no Fantaspoa, em Porto Alegre, e no Festival Lume de Cinema, em São Luís, sem que houvesse nenhuma reclamação, proibição ou protesto. Na semana passada, a película também já havia sido exibida no RioFan. Após a notícia de que o filme “continha pedofilia” ser publicada na imprensa e a discussão ganhar corpo, a Caixa Econômica Federal (CEF), patrocinadora e anfitriã do evento, vetou a exibição do filme, tirando-o da competição e do festival. Foi em resposta ao cancelamento da participação do longa no RioFan que os distribuidores organizaram a avant-première, que tem estreia no País prevista para 26 de agosto, no Odeon.
No entanto, a pré-estreia, diante da liminar da Justiça, também foi cancelada. Sobrou ao público, descontente com a proibição, protestar. Não era a qualidade da obra, a necessidade de se assistir a um filme extremamente violento que estavam em questão. Nem os acusadores do DEM, nem o advogado, nem a juíza viram a obra e muito menos pediram uma cópia do filme antes de entrar com a ação. (das agências de notícias)
Por quê
ENTENDA A NOTÍCIA
A julgar pela trajetória que vem seguindo até chegar ao Brasil, era de se esperar reações. Mas a proibição surpreendeu. Primeiro, foram os cortes que sofreu na Inglaterra, depois as opiniões contrárias em vários países. Até, finalmente, ser apreendido no Brasil.






E o tráfico de pessoas (mulheres e crianças) para escravização sexual nos países nórdicos e europeus está cada vez mais frequente... ninguém lá fora, pelo que vejo, está fazendo algo sincero para impedir: não há educação para prevenir formação de "cidadãos" machos abusadores... de vez em quando umas mulheres inventam de "protestar" tirando a roupa mas não parecem estar sendo ouvidas em lugar nenhum: parece até que já são as próprias vítimas da escravidão sexual e somente acham que conseguem algo mostrando a nudez corporal, mas ninguém se importa! E piorou ainda mais porque na Europa e nos EUA não estão tendo dinheiro: reviveram a escravidão, mas agora é somente a sexual de crianças e mulheres raptadas na Africa, Russia, Áustria, Hungria! Com seus frágeis corpos escravizados é que alguns canalhas estão conseguindo sugar o resto do dinheiro que ainda tem por lá enquanto as "escravas" morrem de fome sem direito a "desfrutar" minimamente do "suor de seus" frágeis corpos vendidos para cretinos endinheirados casados, noivos, nobres cidadãos de renome que foram ensinados a tratar os mais fracos, os outros apenas como objeto sexual!
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