O vigia Alexsandro Abílio de Farias que matou o empresário Adriano Henrique Maryssael de Campos, 73, dentro de uma agência do Banco Itaú, em Cuiabá, na manhã de terça-feira (21), vai continuar em liberdade, mesmo se apresentando à Polícia Civil.
Alexsandro, que trabalhava na empresa Brinks Segurança e Transportes de Valores, fugiu do flagrante, o que impede a Polícia de detê-lo, mesmo estando provado, por depoimentos de testemunhas e pelo circuito interno do banco, que o empresário foi executado pelo segurança.
O delegado Antônio Carlos Garcia, chefe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse ao MidiaNews que as investigações seguem adiantadas e que aguarda a apresentação do vigia, no início da próxima semana. Segundo Garcia, Alexsandro deve se apresentar e, em seguida, voltar para casa. Ele não tem antecedentes criminais e possui residência fixa.
"O segurança vai se apresentar, mas, se vai falar algo ou não, ainda não sabemos. Ele pode usar o beneficio de falar apenas em juízo. Não podemos segurá-lo. Ele fugiu do flagrante e também não podemos pedir a prisão preventiva. Depois de ouvi-lo, vamos dar continuidade ao inquérito. Estamos aguardando a conclusão dos laudos periciais, ouvindo outras testemunhas e ligando os pontos para elucidar esse caso", disse Garcia.
Segundo o delegado, assim que as investigações forem concluídas, ele vai encaminhar o relatório ao Ministério Público Estadual, que acatará ou não a denúncia, fazendo a representação na Justiça Estadual. Caso o juiz veja necessidade, poderá ser expedido um pedido de prisão preventiva contra Alexsandro.
"Estamos ouvindo testemunhas e investigando os motivos que possam ter levado o segurança a cometer o crime. Não havendo justificativas e ficando provado que o crime foi com uso de emboscada, uma vez que a vítima ficou presa na porta giratória, até ser morta pelos tiros, vamos entregar os relatórios do inquérito e pedir a prisão preventiva", informou Garcia.
Sem cusparada
O delegado rebateu uma versão que vem sendo divulgada por alguns meios de Comunicação - o último foi o jornal "o Estado de S. Paulo" -, de que o empresário Adriano de Campos teria discutido com o vigia e cuspido no rosto dele.
"As filmagens, no circuito interno do banco, são claras e não mostram cena de cusparada em ninguém. Esse fato não ocorreu. Pode ter havido brigas, mas em outras situações, já que Adriano era cliente da agência e estava em sua rotina ir ao banco diariamente", disse.
Antonio Carlos Garcia listou outros itens que podem levar Alexsandro para a cadeia. Segundo ele, o crime causou grande comoção social e expôs outras pessoas ao risco de morte.
Além disso, segundo ele, o vigia mostrou despreparo e falta de controle no cumprimento de suas funções, e pode, desta forma, ser privado da liberdade para que não ameace ou coloque outras pessoas em perigo, caso permaneça em liberdade.
Restaurante
Adriano de Campos era proprietário do restaurante que leva o seu nome. O estabelecimento, especializado em comida italiana, fica na Avenida Getúlio Vargas e é um dos mais tradicionais da cidade. Ele tem uma filial no Goiabeiras Shopping Center.
O restaurante principal está fechado por sete dias. A informação é de funcionários e familiares.
O sepultamento foi no jazigo da família, na cidade de Campinas (SP).
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