Murilo Gatti
Aos seis meses, o filho de Simone Pereira, 30 anos, vive com a mãe na cadeia da 9ª SDP de Maringá desde que nasceu. Ela foi condenada a quatro anos de prisão por tráfico de drogas e há sete meses cumpre a pena. "Quando estava com oito meses de gravidez, foram me buscar em casa com um mandado de prisão", conta.
O crime de tráfico de drogas foi cometido em 2006, quando Simone tentou entrar na carceragem da 9ª SDP com 25 gramas de maconha. "Vim visitar o meu amásio e me pegaram com a droga", diz. À época, conseguiu ganhar a liberdade e a oportunidade de criar a filha, hoje com 4 anos, que acabara de nascer.
Prisão em família
Mas, no final do ano passado, o processo foi concluído e Simone condenada. A filha chegou a ficar cerca de 15 dias presa junto a mãe, mas o Conselho Tutelar interviu e a menina foi encaminhada para a casa de parentes.
O problema é que a filha de Simone foi deixada sozinha na casa onde foi morar e, dessa vez, o Conselho Tutelar encaminhou a criança para um abrigo.
"Minha mãe está presa aqui também e não tinha mais ninguém para cuidar da minha filha. Quando sair, quero reunir minha família, trabalhar e construir uma vida nova", afirma. Além do menino de seis meses e da filha de quatro, Simone tem um filho de sete anos que mora com uma amiga, e uma menina de 12 anos, que vive com a avó paterna. O pai dos três primeiros filhos também está preso.
Simone vive dias de expectativa. Como já cumpriu mais de um sexto da pena, espera que a Justiça lhe garanta a liberdade provisória para que possa deixar a 9ª SDP junto com o filho. Segundo a lei, os bebês só têm o direito de ficar com as mães presas até o sexto mês, para que seja garantida a amamentação. Depois desse período, a criança é entregue a parentes ou levada a um abrigo.
Ricardo Lopes

Simone dá carinho ao filho na delegacia: presa por tráfico
Tráfico, de novo
Aos 20 anos, Rosana, que prefere não dizer o sobrenome, está presa desde janeiro na 9ª SDP. "Mandei entregar drogas aqui e o mototaxista levou os policiais até em casa", conta. Ela nem sabia, mas estava grávida, com cerca de duas semanas de gestação.
Há menos de um mês, a filha nasceu e melhorou as condições da jovem na carceragem. Durante a gravidez, Rosana ficou detida junto com as outras detentas.
"Foi muito difícil. É muito sofrimento lá dentro", lembra. Com os filhos, as presas ficam em ala separada e passam a maior parte do dia ao ar livre, cuidando das crianças. "É um direito que as presas têm, de ficar com os filhos até os seis meses. E não temos como deixar elas dentro das grades", afirma o delegado adjunto, Nilson Rodrigues da Silva.
Na carceragem mesmo, há 41 presas distribuídas entre seis detentas por cela. Com exceção de uma autora de homicídio, três presas pela prática de roubo e duas por furto, todas acabaram atrás das grades por causa do tráfico de drogas.
"Eu vendia crack, mas não vale a pena. Minha expectativa é sair logo daqui. Quero arrumar um serviço, cuidar da minha filha e de mim também", afirma Rosana.
Longe de casa
364 vagas essa é a capacidade da Penitenciária Feminina do Paraná, localizada em Piraquara
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