Secretaria de Comunicação
O debate contra as drogas foi tema de uma audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa, na tarde desta segunda-feira (20). O evento serviu para buscar propostas e reuniu representantes de diversas entidades públicas e privadas. A iniciativa do debate partiu do deputado Luiz Marinho (PTB), que aproveitou a deixa da “Semana Nacional Antidrogras”, para avançar nas discussões sobre o aumento do consumo do crack em Mato Grosso e as quais as ações políticas de prevenção, recuperação e combate às drogas.
“O objetivo é conscientizar os participantes sobre a necessidade de ampliação das ações públicas efetivas que combatam a disseminação das drogas entre os mais variados grupos sociais. A participação da Assembleia é fundamental para tratar desse assunto que aflige e destrói famílias brasileiras”, explicou Marinho.
Na avaliação do juiz especial criminal, Mário Kono, os pais devem ajudar seus filhos com atitudes adequadas, especialmente no tocante aos exemplo dados em casa com relação às drogas. “Ás vezes nos esquecemos da educação dos nossos próprios filhos e nos preocupamos com outras coisas. É muito importante que os jovens tenham exemplos de atitudes adequadas nas famílias em relação às drogas. Todo esse processo começa na infância e continua até o fim da adolescência”, destacou Kono.
“Precisamos ir ao encontro dos filhos com compreensão, amor, carinho e firmeza. Ao conversar sobre as dificuldades que ele está enfrentando, use as estratégias mais importantes, que são o diálogo e o afeto”, apontou Ana Elisa.
Também foi discutido entre os participantes as substâncias que causam mudanças no estado de consciência, nas atividades do cérebro, nas percepções e nas emoções, como forma de ajuda e identificação do usuário.
“É importante que se saiba e entenda o que são drogas, para que sejam estabelecidas ações preventivas e para que seus usuários sejam ajudados”, disse o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Paulo Lessa.
Tramita na Casa outra matéria de Luiz Marinho, com cunho social, e que visa o combate às drogas. Trata-se do Projeto de Resolução 24/2011, criando a Frente Parlamentar Antidrogas em Mato Grosso. Segundo Marinho, a proposta tem o objetivo de elaborar uma agenda legislativa que discuta amplamente a questão das drogas em todo o estado.
Para corroborar com Marinho, os deputados, José Domingos Fraga (DEM) e Sebastião Rezende (PR) assinaram juntos o Projeto de Lei 21/2011, que cria o Fundo Estadual Antidrogas de Mato Grosso – FEA/MT. Consta ainda que o FEA aguarda ser sancionado pelo governador Silval Barbosa (PMDB). O fundo ficará sob a responsabilidade da Secretaria de Estado de Justiça. Tem o objetivo de captar e administrar os recursos financeiros destinados à prevenção, ao consumo, à repressão ao comércio e ao tratamento do dependente químico.
“Entendo que não haverá problema algum, pois o projeto depende apenas de ação governamental. O pacto é bastante abrangente e esse fundo vai ajudar a combater o tráfico de drogas em Mato Grosso, com um fazendo a sua parte” afirmou Lessa, se referindo aos trabalhos desenvolvidos por segmentos públicos e privados.
De acordo com o presidente da Comissão de Assuntos Sociais do Senado, senador Jayme Campos (DEM), o Governo Federal necessita desenvolver políticas públicas mais enérgicas. Ele justifica que, para combater o crescimento do uso e tráfico de drogas no Brasil, é preciso percorrer todo o país com um trabalho direcionado de prevenção.
“Algo tem que ser feito, precisamos de políticas públicas mais sérias. Em Mato Grosso, por exemplo, temos prioridades com a fronteira seca e, também o Pantanal -onde o tráfico de drogas avança”, relatou Campos.
O promotor e coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco), Paulo Prado, finalizou o evento com a apresentação de dados e estatísticas que comprovam que cerca de 70% da entrada da cocaína no Brasil acontece pela fronteira com a Bolívia. Prado aproveitou a oportunidade para pedir apoio da bancada federal de Mato Grosso no trabalho de prevenção. “Falta investimentos para conter o tráfico no país. Se entra a droga, tem que ter o traficante. Temos que combater esse mal também”, relatou Prado.
Mais informações:
Secretaria de Comunicação da Assembleia Legislativa
3313-6310/6283
Data: 21/06/2011






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