Juíza Carolina Valadares ouviu 25 testemunhas em Pinhão
| Testemunhas foram ouvidas na manhã desta quarta-feira, 18 (Fotos: Portal Infonet) |
A juíza Carolina Valadares Bittencourt do Fórum Juiz José Emídio da Costa Sobrinho, localizado em Pinhão, ouviu na manhã quarta-feira, 18, aproximadamente 25 testemunhas entre servidores, professores, familiares do reú, vítimas e seus parentes, convocadas para depor sobre o caso do professor José Everton de Oliveira, de 28 anos, acusado de abusar sexualmente de meninas dentro da sala de aula.
De acordo com inquérito policial instaurado pela delegada do município, Luciana Pereira, o professor José Everton de Oliveira sentava as alunas no colo, acariciava as partes íntimas e forçava as crianças a pegar no pênis, chegando a ameaçar a vida das meninas e dos familiares, caso o fato fosse denunciado. As quatro vítimas, todas meninas, menores de nove anos de idade, eram alunas da Escola Municipal José Emídio da Costa Filho.
Avó de uma das vítimas e testemunha de acusação, uma senhora que preferiu não se identificar e demonstrando indignação resume sua opinião à respeito do caso em poucas palavras. “Simplesmente prefiro acreditar na justiça divina, o que tem de ser será”, diz.
De acordo com inquérito policial instaurado pela delegada do município, Luciana Pereira, o professor José Everton de Oliveira sentava as alunas no colo, acariciava as partes íntimas e forçava as crianças a pegar no pênis, chegando a ameaçar a vida das meninas e dos familiares, caso o fato fosse denunciado. As quatro vítimas, todas meninas, menores de nove anos de idade, eram alunas da Escola Municipal José Emídio da Costa Filho.
Avó de uma das vítimas e testemunha de acusação, uma senhora que preferiu não se identificar e demonstrando indignação resume sua opinião à respeito do caso em poucas palavras. “Simplesmente prefiro acreditar na justiça divina, o que tem de ser será”, diz.
| Mães das vítimas e de outras alunas foram convocadas para prestar depoimento |
Verônica Conceição que também é mãe de aluna, acredita na inocência do professor. “Minha filha sempre me falou muito bem dele e pelo que sei até hoje, ele é um professor atencioso e preocupado com a vida dos alunos. Quando perguntei a minha menina sobre essas histórias, ela respondeu que isso nunca aconteceu. Então eu não tenho nada de ruim para falar sobre ele”, comenta.
Entre os diversos depoimentos, o de Aparecida Santos que relata estar confusa com os fatos. “Ele sempre pareceu ser um bom professor, mas tenho uma filha de 9 com necessidades especiais que me contou que algumas vezes ele chegou a jogar a pasta dela no chão e mandar que ela fosse se sentar na cadeira do fundo. Se algo a mais aconteceu, eu não sei dizer, por que já perguntei de todos os jeitos e ela não responde. Tenho medo de julgar sem saber direito das coisas que aconteceram”, explica.
Entre os diversos depoimentos, o de Aparecida Santos que relata estar confusa com os fatos. “Ele sempre pareceu ser um bom professor, mas tenho uma filha de 9 com necessidades especiais que me contou que algumas vezes ele chegou a jogar a pasta dela no chão e mandar que ela fosse se sentar na cadeira do fundo. Se algo a mais aconteceu, eu não sei dizer, por que já perguntei de todos os jeitos e ela não responde. Tenho medo de julgar sem saber direito das coisas que aconteceram”, explica.
| Abusos teriam acontecido nesta escola municipal em Pinhão |
A diretora da escola que também foi convocada para testemunhar na audiência preferiu não conversar com a imprensa. Mesmo sem ser identificada, uma das professoras optou por não declarar nada sobre o suspeito. “Eu trabalhava em horários diferentes, portanto prefiro só me manifestar em juízo. É uma situação complicada que envolve a vida de muita gente”, desabafa.
Defesa
O professor José Everton e seu advogado, Ademilson Chagas Júnior, foram procurados peloPortal Infonet, mas afirmaram que só iriam se pronunciar depois da audiência. Por telefone, o advogado informou que embora alguns depoimentos tenham apresentado versões contraditórias, a maioria dos testemunhos foi mantida. Ainda de acordo com ele, os servidores foram fundamentais na audiência, pois afirmaram que o professor sempre lecionou as aulas com as portas abertas e nada que pudesse colocar a conduta dele em risco foi visto.
“Há uma fragilidade nas provas apresentadas pelo Ministério Público. Vou almejar a absolvição do meu cliente por insuficiência de provas. Até porque acredito na inocência dele e não se pode condenar alguém com base no depoimento de crianças que possuem problemáticas com os professores”, explica Ademilson Chagas Júnior.
Processo
Após a colheita de provas testemunhais, o Ministério Público e a defesa farão as objeções finais. A partir disso é que a juíza Carolina Valadares dará a sentença final. Até o conclusão do processo, o professor permanece afastado de suas atividades, tendo seus direitos e vencimentos garantidos.
Defesa
O professor José Everton e seu advogado, Ademilson Chagas Júnior, foram procurados peloPortal Infonet, mas afirmaram que só iriam se pronunciar depois da audiência. Por telefone, o advogado informou que embora alguns depoimentos tenham apresentado versões contraditórias, a maioria dos testemunhos foi mantida. Ainda de acordo com ele, os servidores foram fundamentais na audiência, pois afirmaram que o professor sempre lecionou as aulas com as portas abertas e nada que pudesse colocar a conduta dele em risco foi visto.
“Há uma fragilidade nas provas apresentadas pelo Ministério Público. Vou almejar a absolvição do meu cliente por insuficiência de provas. Até porque acredito na inocência dele e não se pode condenar alguém com base no depoimento de crianças que possuem problemáticas com os professores”, explica Ademilson Chagas Júnior.
Processo
Após a colheita de provas testemunhais, o Ministério Público e a defesa farão as objeções finais. A partir disso é que a juíza Carolina Valadares dará a sentença final. Até o conclusão do processo, o professor permanece afastado de suas atividades, tendo seus direitos e vencimentos garantidos.
Por Verlane Estácio e Aldaci de Souza






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