Conselho Federal confirma cassação de médico do Exército denunciado por abuso sexual

A decisão do Conselho Regional de Medicina (CRM-MS) de cassar o médico do Exército Marcus Vinicius Carreira Bentes, denunciado por abuso sexual, foi ratificada (confirmada) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), na terça-feira (17). A cassação do exercício profissional já havia sido decidida em 2010, mas ele recorreu ao órgão federal para barrar a punição maior, que foi mantida, mesmo após dois anos do processo. O ato oficial foi publicado nesta quarta-feira (18). A denúncia por abuso foi feita por uma paciente do Hospital Geral de Campo Grande em 2007.
O assessor jurídico do CRM, advogado André Borges, confirmou a condenação e aponta que foi aplicada a pena extrema. “A decisão foi mantida pela instância federal. Ele está afastado da medicina para sempre. É a punição mais grave”, afirma.
No texto da pena aplicada se descreve que “comete infração ética o médico que desrespeita o pudor do paciente procedendo ao exame ginecológico sem o rigor técnico e com práticas libidinosas”.
A denúncia por abuso no Hospital da Capital completou cinco anos, a partir do fato em 2007, mas chegou ao fim. A mulher denunciou que o médico urologista pediu que ela levantasse o vestido e tocou em seu órgão genital sem luvas. Segundo a paciente, ele apresentava sinais de excitação.
A mulher foi ao local para entregar resultados de exames solicitador por um genicologista.
Médico, há anos tem acusações de abuso
O “profissional”, que é major do Exército, até o ano passado, atendia em um posto de saúde de Campo Grande, mesmo sendo em 2011, condenado pelo STM (Superior Tribunal Militar) a um ano de detenção. Como ele recorreu, a decisão ficou suspensa.
Conforme a denúncia que cassou seu registro, o militar já se envolveu em pelo menos outros seis casos de abuso sexual.
Os casos foram registrados em Lorena, interior de São Paulo, e em Fortaleza (Ceará). Em São Paulo, as denúncias foram tratadas como transgressões disciplinares e não foram abertos inquéritos para investigação. Em Fortaleza, ele foi absolvido por falta de provas.


 

Fonte: Lúcio Borges - Capital News (www.capitalnews.com.br) 

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