Pensando em melhorar os cuidados com a saúde dos servidores, o Poder Judiciário Mato-grossense vai implantar na Comarca de Várzea Grande a Ginástica Laboral. A medida visa diminuir os riscos de lesões por movimentos repetitivos, além de promover melhorias nas condições de trabalho e também informar aos servidores sobre a melhor postura para desenvolver o trabalho. Consequentemente, a partir da adoção da nova prática, espera-se um aumento da produtividade e mais satisfação do público externo na prestação jurisdicional.
A medida foi pauta da reunião nesta segunda-feira (16 de julho), no Fórum Desembargador Cesarino Delfino César, entre o Programa Bem Viver, servidores da administração do Fórum e gestores das varas. Nesta quarta-feira (18 de julho) serão realizadas as avaliações ergonômicas dos servidores e em 23 de julho começarão as aulas que serão ministradas pelo fisioterapeuta Jaime Figueiredo Neto, na Sala de Convivência.
A gestora administrativa do Fórum, Phiama Prado, representando a Diretoria da Comarca, exortou todos os servidores a participar do evento, lembrando aos presentes que a iniciativa é única e há muito tempo esperada por todos. “Essa nova prática vai proporcionar saúde para nós mesmos. Todos os gestores devem incentivar o servidor a participar. Caso apareça alguma dificuldade por conta de atendimento ou de alguma urgência, incentive a pessoa a participar no horário seguinte. Não podermos é ficar parados”, pontuou.
Phiama Prado destacou ainda que ao participar do evento, os servidores podem descobrir dificuldades que têm e ainda não conhecem. “Às vezes sentimos dores que não sabemos por que ou como surgiu. Com os exercícios é possível descobrir a causa e também qual a melhor forma de evitar que se agrave”, observou a administradora.
Foi o que aconteceu com a servidora Deozita Benedita Souza Campos, que trabalha na Coordenadoria do Fórum. Ela não tinha percebido que não conseguia levantar o braço direito acima do ombro até o dia em que foi fazer um procedimento de beleza e percebeu que o membro estava travado. Agora ela está fazendo tratamento médico e afirma que vai aderir às aulas como forma de prevenção de novos problemas.
De acordo com o fisioterapeuta Jaime Neto, todo o trabalho será feito baseado em estudos e dados científicos e renderão relatórios para a administração do projeto. “Nada será feito de forma aleatória, tudo é feito com técnica para se alcançar os objetivos almejados. Para isso, primeiro haverá uma avaliação da postura laboral dos servidores, seguida da orientação quanto à forma correta e dos exercícios. Posteriormente serão feitas blitze nos setores para a verificação da prática do aprendizado”, explicou o fisioterapeuta.
A implantação da ginástica laboral no Judiciário será realizada pelo Programa Bem Viver, responsável por zelar pela saúde dos servidores. Segundo a gestora do programa, Maria Lúcia Aguiar, esse é um projeto piloto que está sendo desenvolvido visando melhorar a saúde do servidor. Ele também está sendo desenvolvido no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, no Fórum Desembargador José Vidal, em Cuiabá, e nos juizados da Capital.
“O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, está com olhar voltado para os servidores e ele se preocupa não só com os que estão lotados mais próximos, mas também com aqueles que estão nos rincões do Estado. Mas nesse primeiro momento a distância geográfica atrapalha a distribuição desse serviço. Entretanto estamos estudando formas de chegar ao interior e aos poucos estamos vencendo obstáculos. Nesse sentido, as Caravanas Bem Viver têm sido um sucesso. O projeto é piloto, e dando certo aqui, vamos trabalhar para levá-lo para o interior também”, destacou Maria Lúcia Aguiar.
O servidor Fidelis Cândido Filho, da Primeira Vara de Família de Várzea Grande, observou que em visita à Comarca de Porto dos Gaúchos (663km a norte do Estado) pôde perceber que eles já têm o hábito de praticar a ginástica laboral. “A iniciativa partiu de um servidor e além de ajudar na postura, ele trabalha o lado social também. Pessoas que são tímidas e tinham dificuldades de comunicação, mesmo dentro da Vara Única da Comarca, depois de algum tempo de aula agora têm mais facilidade em expressar sentimentos”, enfatizou o servidor.






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