Em visita a Cuiabá, ministra é cobrada sobre morte de africano

Foto: ReproduçãoDurante uma visita a Praça Alencastro, como parte da parte da Caravana dos Direitos Humanos, em Cuiabá, a ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário foi questionada sobre a posição da Secretaria frente ao assassinato do estudante africano Toni Bernardo, ocorrido em setembro do ano passado, em Cuiabá. 
A ministra alegou que “já nos posicionamos como secretaria de Direitos Humanos sobre este fato e acreditamos que uma violência tão absurda quanto esta não ficará impune”, declarou. 
 
Maria do Rosário ainda completou dizendo que as sanções cabíveis no caso agora estão no âmbito do Judiciário. “Acredito que se fará justiça em relação a esse caso”. Ela ainda finalizou dizendo que “a vinda da caravana para o Estado é na verdade o reconhecimento da parceria que o Governo Federal tem com o Governo de Mato Grosso. É necessário avançar nas questões dos Direitos Humanos e sabemos que Mato Grosso está conseguindo fazer isso”, pontuou. 
 
Relembre o caso
 
O estudante de economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Toni Bernardo Silva, 27 anos, foi assassinado na madrugada de 22 de setembro do ano passado, em uma pizzaria, na Capital. Na ocasião, o jovem estaria pedindo dinheiro para clientes que estavam nas mesas do estabelecimento e teria agredido um dos clientes. Em seguida, Toni teria sido mobilizado por dois policiais militares e espancado por um empresário que estavam no estabelecimento. 
 
O rapaz foi atingido por vários socos e pontapés, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. No último dia 27, os soldados Higor Marcell Mendes Montenegro e Wesley Fagundes Pereira, ambos de 24 anos, foram absolvidos administrativamente pela Corregedoria da Polícia Militar. 
 
O corregedor-geral da PM, coronel Jorge Catarino Morais Ribeiro, avaliou que provas testemunhais não mostraram conduta criminosa por parte dos dois militares. 
 
Camila Ribeiro/Mayla Miranda – Da Redação 
 

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