Mendes ironiza Taques e diz que ele teve apoio de rivais


Empresário respondeu alfinetadas do senador, que criticou alianças circunstanciais

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O empresário Mauro Mendes e o senador Pedro Taques, ao lado de um eleitor: embates verbais e farpas
LAÍSE LUCATELLI
DA REDAÇÃO
O pré-candidato a prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) reagiu às declarações do senador Pedro Taques (PDT), feitas hoje (14) aoMidiaNews, em que ele criticou a maneira “tradicional” de se fazer política.

Taques afirmou que não fará “alianças circunstanciais, só pensando no poder”, em uma referência clara ao “acordão” que está sendo selado por Mendes com o PR e PMDB, partidos adversários do empresário nas últimas eleições. (Leia mais AQUI)

Antes da reunião com a cúpula do PMDB, ocorrida na manhã de hoje, o empresário defendeu a ampliação do arco de alianças - englobando antigos adversários - e ironizou as declarações de Taques. Ele listou vários integrantes de partidos rivais que apoiaram o senador, em sua campanha ao Senado em 2010.

“Eu não acredito que ele esteja se referindo a mim, porque eu vi, em 2010, algumas alas do PR, como o então deputado Sérgio Ricardo, apoiando o senador Pedro Taques. Eu vi, em Rondonópolis, o PMDB do prefeito Zé do Pátio, apoiando Pedro Taques. E aqui, em Cuiabá, o PSDB do Guilherme Maluf estava apoiando o Pedro Taques”, disse Mendes.

“Em prol da eleição dele, de um projeto maior, nós entendemos que isso fazia parte do contexto político”, emendou.

Na avaliação de Mendes, a aliança que poderá englobar o movimento Mato Grosso Muito Mais (PSB, PDT, PPS e PV), o PR e o PMDB, é "coerente". Ele afirmou que a política é uma "atividade coletiva", que precisa de aliados que somem ao projeto de um grupo.

“Se algum adversário alegar isso [falta de coerência], ele vai ter que mostrar que, na história política do partido dele, sempre esteve com os mesmos aliados. Que nunca houve uma mudança de posicionamento. Eu duvido que algum partido, nesse país, nunca fez um enfrentamento de antigos aliados, ou junção com adversários”, apontou.

O pré-candidato observou, ainda, que começou sua trajetória política no PR, em 2008, quando se candidatou a prefeito da Capital, com apoio do então governador Blairo Maggi (PR).

Polêmica

A polêmica, além do fato de o PR e o PMDB terem estado do lado oposto ao PSB nas últimas eleições, se deu pelo fato de que ambos os partidos abriram mão de candidatura própria, com o objetivo de indicar o vice de Mendes.

O PR vinha, há dois meses, trabalhando o nome do vereador Francisco Vuolo, e o PMDB tinha colocado o empresário Dorileo Leal no páreo, desde que ele se filiou ao partido, no ano passado.

Como Mendes ofereceu a vaga de vice para os dois partidos, ficou o impasse sobre quem, afinal, formará chapa com o PSB.

Além disso, o PDT também reivindicou, em reunião na última segunda-feira (11), a indicação do vice, que seria o presidente municipal do partido, o médico Kamil Fares.

Com isso, a equação ficou ainda mais difícil de resolver, já que, além de tudo, a sigla rejeita uma composição com os antigos adversários e é alvo de assédio do pré-candidato do PT, Lúdio Cabral.

“Facada nas costas”

Mauro Mendes rebateu também as declarações de Taques, que discursou, na tribuna do Senado, na última segunda-feira (11), dizendo que havia começado a “época da traição, da facada nas costas” nas eleições municipais. A declaração foi uma referência direta às movimentações de Mendes dos últimos dias.

“Tenho minha consciência absolutamente tranquila. E digo mais: eu abomino a traição e o traidor. Eu acredito que, se houver alguma traição, o tempo vai mostrar quem é o traidor. Se foi um recado, não foi para mim. Deve ser para algumas pessoas que têm essa prática na política, ou pretendem adotar”, afirmou.

Taques disse, ainda, que os políticos adoram a traição, mas abominam os traidores. (Leia mais AQUI)
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