Por Jully Camilo
O advogado Airton José Sousa, de 46 anos, foi preso na noite de sexta-feira (23), no Bairro do Calhau, acusado de pedofilia. Contra ele, existia um mandando de prisão preventiva solicitado pela delegada Igliana de Freitas, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), expedido pela juíza titular da 11ª Vara Criminal, Rosária de Fátima Almeida Duarte.
A prisão foi realizada por investigadores das superintendências de Investigação Criminal (Seic) e de Polícia Civil da Capital (SPCC), motivada pelo fato de Airton Sousa ter sido acusado de estuprar um adolescente, dentro de seu escritório, na capital maranhense. Segundo informações da polícia, o advogado, que é casado, reside atualmente no município de Tuntum, onde já responderia por crime de violência sexual contra duas irmãs gêmeas.
A reportagem do Jornal Pequeno teve acesso ao depoimento da vítima, prestado na DPCA, onde é relatado que o acusado estuprou o adolescente quando ele tinha 14 anos. O garoto revelou que, em julho de 2010, viajou para São Luís a fim de passar as férias na casa do advogado; e quem, em um determinado momento, Airton Sousa o teria chamado até o escritório com o pretexto de pedir ao jovem que verificasse um problema em seu computador. “Ele colocou um vídeo pornográfico para eu assistir, mas me recusei e saí correndo. Dois meses depois, voltei à casa do advogado e fui chamado outra vez para o escritório, mas desta vez Airton trancou a porta, colocou o filme no computador e me violentou”, disse o menino, em seu depoimento.
A vítima continuou dizendo, em seu relato, que três dias depois de sofrer a violência sexual Airton o convidou para dormirem no mesmo quarto. Assustado, o jovem teria dito que estava doente e se trancou no banheiro. Mas, sem saber do que acontecia, a mulher do advogado pediu a ele que dormisse junto com o acusado. “Nesta noite, Airton me amarrou com um cordão branco e novamente me violentou. Minutos depois, consegui fugir e avisei a minha irmã sobre o ocorrido. Mas, ela me disse que não era surpresa, pois quando minha irmã tinha entre 10 e 12 anos ele teria manipulado seu órgão genital, na presença dela”, declarou.
No depoimento constava ainda que, há quase um ano, o pai da vítima teria flagrado Airton Sousa despido na sala de sua casa, e outra irmã do adolescente trancada no banheiro, por ter ficado apavorada com a cena. Os relatos informam ainda que a família das crianças estava sendo ameaçada e coagida a não tomar providências sobre os abusos. No documento, existem informações de que o advogado já responde pelo estupro das irmãs gêmeas, na comarca de Tuntum.
A prisão dele aconteceu em um parque de diversões, em frente ao Comando Geral da Polícia Militar, no Calhau. Airton Sousa foi apresentado pelos policiais civis no Plantão da Beira-Mar e conduzido ao quartel do Corpo de Bombeiros, no Bacanga.
Segundo o superintendente de Polícia Civil da Capital, delegado Sebastião Uchoa, o advogado seria levado para o Presídio São Luís, em Pedrinhas, onde ficaria em uma cela especial, por possuir curso superior. Porém, durante sua apresentação no Plantão da Beira-Mar, uma comissão de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil se dirigiu até a delegacia e exigiu que Airton Sousa não fosse conduzido para a unidade prisional.






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