Alcídio Rangel é acusado de 15 crimes de abuso sexual de pessoa internada e prática de 15 crimes de coação sexual
O Ministério Público (MP) pediu, nesta segunda-feira, uma pena de cinco a seis anos para o médico acusado de 15 crimes de abuso sexual de pessoa internada e prática de 15 crimes de coação sexual.
«O Ministério Público defendeu uma pena de cinco a seis anos para o meu cliente. Face à prova produzida durante o julgamento, pedi que se faça justiça. Caso seja absolvido, far-se-á justiça», afirmou a advogada do arguido, Ana Cotrim, citada pela Lusa, à saída do Campus da Justiça, em Lisboa, após as alegações finais.
A sessão desta tarde na 4ª Vara Criminal realizou-se à porta fechada, à semelhança do que aconteceu durante todo o julgamento, devido ao cariz sexual dos crimes, por decisão do coletivo de juízes, presidido por Bruno Gorjão.
Ana Cotrim explicou que o seu cliente não esteve presente em nenhuma sessão do julgamento, por estar «bastante doente», mas rejeitou que a ausência tenha prejudicado a sua defesa.
A leitura do acórdão ficou agendada para 29 de junho, às 11h00, na 4ª Vara Criminal do Campus da Justiça, em Lisboa.
Na acusação, o MP defende que o arguido, Alcídio Rangel, molestou sexualmente 15 mulheres doentes que confiaram nele, fazendo-se valer das funções de médico especialista em cirurgia vascular, no Hospital de Santa Marta, e ainda nos consultórios e clínicas privadas.
Segundo o MP, entre 2005 e 2010, o cirurgião, de 52 anos, praticou atos sexuais de relevo com as 15 ofendidas, fazendo-o de diversas formas, designadamente antes e depois das cirurgias, durante os tratamentos e ainda nas consultas de clínica privada.
A acusação sustenta que o cirurgião se aproveitava da situação de debilidade e de impossibilidade de reação destas doentes, que tinham ainda depositado no médico toda a confiança para a prática dos atos médicos necessários.
O despacho indica que o arguido agiu com o propósito de se satisfazer sexualmente, com intuitos libidinosos e com inteiro desrespeito pela ética médica, com ofensa dos sentimentos de dignidade e de vergonha das ofendidas, suas doentes.
O médico foi demitido de funções públicas, em fevereiro de 2010, por intervenção da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), no âmbito de um processo disciplinar.
Alcídio Rangel, que também foi médico das seleções nacionais de futebol, está obrigado a permanecer na habitação e proibido de praticar atos médicos.






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