Os advogados do padre deram entrada ao pedido de habeas corpus no plantão criminal do Tribunal de Justiça do Estado (TJE) à meia-noite de ontem. O desembargador que concedeu a liberdade ao padre estava no exercício do plantão. Padre Tinoco foi libertado às 17h45 da tarde, segundo confirmou a Superintendência do Sistema Penal (Susipe). Não havia movimentação alguma em frente à unidade, nem em repúdio e nem em solidariedade ao religioso. O investigador Loureiro, da Superintendência Regional de Polícia da Zona do Salgado, disse ontem que o caso está sendo investigado num inquérito policial que, ao final, será encaminhado ao Ministério Público do Estado. Caso o inquérito confirme a acusação, o padre deverá ser processado criminalmente.
O cabo Florisvaldo e os soldados Diógenes e Elenilson, que realizavam ronda policial na noite da quarta-feira passada, relataram na delegacia que desconfiaram do veículo, que estava parado no ramal escuro, mas ao abordá-lo para verificar a situação, ligaram o giroflex da viatura. Assustado, o padre tentou fugir, mas o carro foi logo interceptado. Em seguida, de acordo com os PMs, Marcelo Tinoco desceu do automóvel, se identificou e afirmou que estava sozinho no carro. Porém, ao verificar o interior do automóvel, os policiais encontraram o menino. O carro do padre foi escoltado até a Superintendência de polícia. A criança seguiu na viatura com os militares, quando relatou os fatos que se tornaram objeto de investigação.
HEDIONDO
A concessão da liberdade apanhou de surpresa algumas lideranças do movimento de defesa das crianças e dos adolescentes no Estado. A advogada Luanna Tomaz, presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará (OAB-PA), lembrou que o estupro de vulnerável é crime hediondo, mas admite a liberdade provisória: "Não dá para comentar sobre o processo sem conhecer o caso concreto. Mas é necessário prestar assistência psicológica e jurídica à vítima para que não sofra estigmas, preconceito e hostilizações na comunidade", disse Luanna, preocupada com as manifestações em defesa do padre que foram veiculadas nas redes sociais. "Esperamos que esse inquérito tramite rápido para que seja confirmado ou não se o padre cometeu esse crime".
A coordenadora jurídica do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca- Emaús), Celina Hamoy, também evitou comentar a decisão judicial sem conhecer o teor desse despacho. "A primeira
orientação que damos é afastar a criança ao máximo do local da denúncia para que ela não fique vivenciando a violação que passou. Orientamos para que ela seja ouvida apenas uma vez para que não seja revitimizada com depoimentos repetitivos."
Fonte: O Liberal






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