Crimes contra crianças e adolescentes podem passar de 1400

ABUSO SEXUAL / CAPITAL

471 casos foram registrados entre janeiro e abril na Grande Cuiabá. A média mensal é de 117. Até o fim do ano, total pode passar de 1,4 mil

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471 casos de violência sexual foram registrados471 casos de violência sexual foram registrados
LAÍS FERREIRA

Nos primeiros quatro meses do ano, a Polícia Civil registrou queda no número de violência sexual contra crianças e adolescentes. Entre janeiro-abril foram totalizados 471 casos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, enquanto no ano de 2011 foram registrados 483.  Apesar da queda, o número ainda é assustador. Se mantida a média, serão mais de 1200 casos no final do ano.

De acordo com dados divulgados essa semana pela Polícia Judiciária Civil, entre janeiro-abril de 2012 foram registrados 157 casos de violência sexual na Capital e 314 em Várzea Grande. Já no ano passado, durante esse mesmo período foram 221 ocorrências em Cuiabá e 262 na cidade de Várzea Grande.

As principais ocorrências envolvendo violência sexual são estupro, corrupção de menores, favorecimento da prostituição, subtração de incapazes, rufianismo, maus tratos, constrangimento ilegal, entre outras práticas.

“A diminuição de registros de ocorrências de abusos sexuais nesse período não significa que os crimes  deixaram de ocorrer, assim não podemos afirmar que houve diminuição dos casos de abusos sexuais, primeiramente porque os registros podem oscilar em determinados períodos, aumentando em outros meses, devendo, portanto ser realizada uma análise anual a fim de ser aferido, de forma global, com o propósito de aferir se está ou não havendo a diminuição nos registros. Ademais, há casos que são realmente de abusos sexuais, estupros e estupros de vulneráveis e que são registrados com outras tipificações, não incidindo assim na estatística”, pontuou a delegada titular da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), Alexandra Fachone.

Em razão de crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes ocorrerem comumente no seio familiar, geralmente por pessoas que possuem poder hierárquico sobre as vítimas como, pai, padrasto, padrinho, tio, avô, vizinho, amigos da família, entre outros, o medo de denunciar, quer em razão de ameaças sofridas pelo agressor, quer em razão de se sentir culpada ou mesmo de achar que não irão acreditar em sua versão, são os motivos pelos quais as vítimas acabam se calando e com isso sofrendo as consequências das violências de forma isolada.

De acordo com a psicóloga a psicóloga e assessora técnica do Conselho Regional de Psicologia, Fabiana Tozi, além do isolamento, a criança ou adolescente tende apresentar mudanças alteração de comportamento, mudança de apetite, tende a levantar com frequência para ir ao banheiro, entre outras inquietações. Enquanto adulto deverá desenvolver dificuldades de relacionamento; as dificuldades dependerão da forma como os fatos foram encarados.

“Os pais devem conversar com os filhos e caso percebam mudança de comportamento devem levá-los ao especialista”, orientou a psicóloga.

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