Na UTI, menor de seis anos se recupera de ferimentos à bala
Por: Wadson Correia
Imagens: Gustavo Oliveira
Imagens: Gustavo Oliveira
Maceió por pouco não teve mais um registro de chacina. As cenas de pânico foram registradas no sábado, 9, no Conjunto Denisson Menezes, no bairro Cidade Universitária. O adolescente João Renato, o “Bebê”, morreu e outras quatro pessoas ficaram feridas. Entre as vítimas uma criança de seis anos.
A doméstica Ana Maria de Araújo procurou a Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Alagoas (OAB/AL) para cobrar justiça após filho João Renato ser assassinado, inocentemente, na porta de casa.
“Quantas mães não sofrem como estou sofrendo agora? A justiça tem que ser feita. Meu filho morreu sem dever nada. A polícia tem que fazer o papel dela, que é prender os assassinos do meu filho”, disse Ana Maria.
As cenas de pânico aconteceram quando um grupo de amigos festejavam o aniversário na casa da vizinha de João Renato. Silvana Correia, que completava 36 anos, revelou, emocionada, que a data nunca será esquecida e não imaginava receber um presente manchado de sangue.
“Eu estava colocando o caldinho para meu irmão na cozinha quando, de repente, todos entraram correndo para dentro de casa. O bebê correu para o quarto da minha filha, todo melado de sangue. Foi um horror. Queremos que a polícia prenda quem fez isso”, cobrou Silvana.
O EMERGENCIA190 esteve na cena do crime e apurou que quatro homens, fortemente armados, num carro de cor branca, começaram a atirar em direção aos convidados, que estavam na porta da casa. Na parede marcadas de tiros de espingarda calibre 12 e pistola 380 mm.
Como se não bastasse a morosidade das investigações, outro fato chama a atenção das famílias. Os dados divulgados pelo Centro Integrado de Defesa Social (Ciods) não conferem com o que realmente aconteceu no dia. As vítimas foram socorridas por amigos e familiares para o mini-pronto socorro do Tabuleiro do Martins.
“A polícia ainda colheu as informações erradas. O que eu estou passando agora não desejo para ninguém”, falou Ana Maria. Ala morava, apenas, com o filho, que foi executado com um tiro de pistola nas costas.
Segundo a mãe do garoto o relatório divulgado à imprensa diz que o crime teria acontecido no bairro do Tabuleiro do Martins, há cerca de 10 quilômetros do local, que por pouco não deixou cinco mortos. O relatório do Ciods não apresenta, sequer, os nomes das vítimas.
Márcio Bezerra da Silva, o “Zezinho”, conversou com o EMERGENCIA190 e conta o que viu. “Eu estava de costas e senti uma dor muito forte na coxa. Quando olhei já estava todo melado de sangue. Saí gritando, pedindo socorro. Ainda vi quando eles pararam o carro e começaram atirar”, explicou.
A outra pessoa que ficou ferida com um tiro nas pernas e outro no braço é Márcia Cristina Alves da Silva, 23 anos, que se recupera em casa. Com medo ela recursou a conversar com nossa reportagem.
Uma criança, com 9 anos, também ficou ferida com um tiro no pé. O EMERGENCIA190 não conseguiu localizar a família para falar sobre o assunto. A pequena E. G. S., 6 anos, continua internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Estado.
Ótimo alunoFomos até a escola onde o jovem João Renato estudava, a pouco de metros de sua residência. Lá encontramos a colega de sala Jakline da Silva, que relembrou os bons momentos. “Era um menino inteligente. Sempre estava participando de gincanas promovidas na escola. A diretora mudou todos para outra sala para não ver a cadeira onde ele sentava vazia”, lamentou.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos, Gilberto Irineu, garantiu acompanhar o caso de perto. “Vamos localizar o delegado para saber se já foi aberto o inquérito policial. Depois vamos informar ao Ministério Público e indicar uma promotora para acompanhar de perto. Não podemos deixar esse crime sem esclarecimento”, contou.
Familiares de João Renato e vizinhos acreditam que o crime só aconteceu porque uma quadrilha atua na região controlando tudo que se passa no Denisson Menezes. Enquanto isso os protagonizadores do tiroteio, que por pouco não terminou numa chacina, continuam em liberdade.
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