AS MINHAS IDEIAS SOBRE A PEDOFILIA.



Na grande agitação levantada por causa das minhas supostas ideias sobre a pedofilia, foram-me atribuídas afirmações que eu nunca fiz, nem pensei fazer.
Entre as mais chocantes, afirmaram muitas vezes que eu punha as culpas na sedução das vítimas. Também que eu identificava a pedofilia com a homossexualidade. E ainda que eu não tinha afirmado a condenação radical dela, a pedofilia...E que queria era desculpar os pedófilos, branqueando o crime. Que quis fazer passar a pedofilia por pouco, e de pouca importância.

Houve pessoas que mostraram má vontade para comigo, e “retorceram” o que eu disse. Nestas minhas reflexões desejo esclarecê-las. Mas talvez mais do que essas, desejo esclarecer as pessoas sincera e que não estão contra mim. Todavia, podem estar mergulhadas e arrastadas nas ideias correntes, exageradas e implacáveis acerca dos pedófilos e das suas “vítimas”. É que vendem-se slogans, como disse alguém que captou os meus pontos de vista. Fazem-se tantas afirmações sem se pensar se estão certas…

É um facto que, mesmo sem saber, se deturpam as coisas. Eu parti do costume generalizado de se tratar os pedófilos como monstros, ou coisa parecida. E as “vítimas” como invariavelmente “desgraçadas”.


São ideias que estão mais que generalizadas nas condenações normais que por aí andam. E que toda agente repete sem pensar se estarão certas ou justas…Claro que não aprovo a pedofilia, como disse várias vezes nos meus artigos. Mas não cultivo ódio nem desprezo contra os pedófilos, sejam eles ou elas. É que também as há…
Como em tantos outros problemas da existência humana, os pedófilos são vítimas de condicionamentos e circunstâncias conhecidas. Como o são outros indivíduos noutros campos, também sexuais e não sexuais.
Algumas das razões da pedofilia serão psicológicas, outras hormonais; outras originam-se nas atmosferas ambientais, e outras até nas circunstâncias domiciliárias. Muitas são deste último tipo.
Mais, quase me enforcavam por eu afirmar que nem todas as vítimas ficam radicalmente perturbadas, de tal maneira que, 40 anos depois, exigissem compensações de milhares de dólares.
Há mais de 60 anos que lido com problemas de psicologia e comportamentos, e já encontrei muitos casos de “vítimas”. Note-se que não foi só nos Açores. Na realidade já comecei nos meus últimos tempos de Itália e, depois disso, na Inglaterra e na América. Todavia não encontrei nenhuma vítima desse tipo “desgraçado”, nem mesmo simplesmente “marcado”.
Até acontece que, depois de se ter levantado este “furacão”, já encontrei mais uma vítima, não “marcada”…Porém, insisto, não quero dizer que as não haja. Só digo e insisto em que essa “marca” não é geral como o fazem. Pelo contrário…
Já o disse nos artigos que publiquei, passaram-me pela mão algumas pessoas perturbadas por razões morais e religiosas. Mas, depois de esclarecidas, tudo desapareceu. Como desaparecem outras angústias que encontramos no aconselhamento. Insisto: eu não digo que as não haja. O que digo é que o facto não é tão geral nem tão necessariamente radical, como dizem. As situações são de vários tipos.
Um problema especial desencadeou-se por eu dizer que há casos em que as vítimas provocaram. E até as há que colaboram. Acusaram-me como se eu dissesse que a causa da pedofilia está nas vítimas. Mas eu não disse nem insinuei nada disso…   
 Noutros casos elas ficam verdadeiramente ligadas à pessoa pedófila. É verdade. Mas, mais uma vez, eu não disse que a culpa da pedofilia vinha dessas vítimas! Todavia afirmaram e reafirmaram que eu tinha dito…Não leram o que escrevi ou, se leram, não entenderam. Mas eu penso que as minhas expressões são realmente claras…; procuro ser muito claro….
Ainda houve outra confusão porque eu afirmei que crianças e jovens, pela sua       “frescura”, são objectos fáceis de apetência, em especial para pessoas psicologicamente frágeis. Agora acrescento: e carentes…Mas não disse que elas é que tiveram a culpa…
Ainda mais, acusaram-me de dizer que a pedofilia se identifica com a homossexualidade. Eu não disse isso. Disse, sim, que ela se aproxima porque, tanto num caso como noutro caso, é frequente as pessoas serem psicologicamente muito frágeis. E terem dificuldade em lidar sexualmente com o “outro” sexo. Eu não disse que são todos os casos. Mas há muitos, tanto num campo como no outro, que não são capazes de actuar com esse outro sexo…
Devido a isso até fui agredido na minha casa por um homossexual vestido a rigor: fato preto, gravata e ténis! Ele disse que eu as tinha identificado. Simplesmente não é verdade. Mas existe o ditado: quem se pica, cardos come…
Perante tudo isto será mesmo necessário eu dizer que a pedofilia é abominável, que a pessoa pedófila é um monstro, etc., etc..? Penso que não é, nem necessário, nem justo.
Eu simplesmente procuro esclarecer aspectos mais ou menos desconhecidos de muitas pessoas, e chamar a atenção para o equilíbrio e a justiça no pensar e no lidar com estes problemas…E o facto de haver punições jurídicas, não destrói a injustiça de se tratarem mal os agentes da pedofilia que, nesse sentido, são vítimas dela.
Chegados a este ponto, havia muito a dizer sobre os psiquismos dos “grandes” intervenientes nas condenações que me têm feito…Não tenho culpa de entender um tanto destes meandros…E penso que faço bem em trazê-los a público. Todos têm direito à compreensão humana…inclusivamente os pedófilos. E por agora é tudo….


Caetano Tomaz

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