Acássia Deliê
Atualizada às 20h23
Uma operação coordenada pelo Grupo Estadual de Combate a Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público Estadual (MP), cumpriu mandados de busca e apreensão em Rio Largo, no final da tarde e início da noite desta quinta-feira (19). A operação buscou desmontar um esquema de pedofilia que funcionaria na cidade e vem sendo investigado desde 2010 pela promotoria do município.
Policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais da PM) e da Radiopatrulha, junto com o Gecoc, cumpriram quatro mandados, todos expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital. Pelo menos 14 viaturas foram deslocadas para Rio Largo.
De acordo com as apurações do MP, três pessoas usavam fotos e vídeos de menores em relações sexuais e em poses sensuais, e compartilhavam com pedófilos na internet. Três homens são suspeitos de particopar do esquema. Um deles, cujo primeiro nome é Wellington e é conhecido como "Júnior da Internet", segundo o Gecoc, fotografava e filmava as menores para divulgar e coagir as meninas a participar do esquema.
Em um dos locais vistoriados pela polícia, conhecido como Bar do Quinquinha ou Piscina do Van, três mulheres e um travesti, todos maiores de idade, foram detidos para averiguação e depois liberados. Nenhuma menor foi encontrada no estabelecimento. Não houve prisões porque não houve flagrante de crime.
O dono do bar, Claudervan Ferreira, o Van, seria o agenciador. Em seu estabelecimento, diz o MP, seriam feitas as negociações com clientes das menores. Ele nega tudo. "Sou um homem de bem. Antigamente acontecia de tudo aqui, mas desde que assumi o negócio, não acontece nada de errado", disse à reportagem.
O terceiro suspeito de integrar o esquema foi identificado pelo MP como Ferreirinha. Ele é proprietário de uma pousada em Rio Largo para onde seriam levadas as menores para encontros sexuais. Os clientes, segundo o Gecoc, seriam turistas e pessoas de Rio Largo. Foi feita uma busca na pousada, mas só foi encontrado um casal maior de idade.
Nos três locais, foram apreendidos computadores, CDs e DVDs. O material será analisado pelo Gecoc. Segundo o Ministério Público, que investiga o esquema desde 2010, as negociações envolvendo menores ocorrem há cerca de 5 anos.






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