| Eles precisam ter mais da metade dos votos para eleições não serem anulada |
Entre os 141 municípios mato-grossenses, cinco têm apenas um candidato à prefeitura neste ano. Em Brasnorte, Nova Marilândia, Ribeirãozinho, Tesouro e União do Sul, os eleitores terão apenas a opção de votar no candidato único, ou anular o voto.
Em Brasnorte (579 km ao Norte de Cuiabá), cidade com 9.896 eleitores, Eudes Tarciso de Aguiar (PSD) encabeça a disputa eleitoral, tendo como vice Nilson Kokojiski (PP).
Em União do Sul (719 km ao Sul da Capital), os 2.632 eleitores têm como opção o prefeito Ildo Ribeiro de Medeiros (PMDB), que é candidato à reeleição e tem Claudiomiro de Queiroz (PT) como candidato a vice.
Em Nova Marilândia (392 km ao Norte), a opção dos 2.570 eleitores é uma chapa pura do PR, com Wener Klesley dos Santos como cabeça e Vilma Maria do Nascimento Fernandes como vice.
Em Tesouro (379 km ao Sul), com 2.392 eleitores, o prefeito Ilton Ferreira Barbosa (PSD) é candidato à reeleição, e seu companheiro de chapa é o atual vice-prefeito, James Teixeira dos Santos (PMDB).
Ribeirãozinho (627 km a Leste), com seus 1.936 eleitores, tem Aparecido Marques Moreira (PSD) como candidato à reeleição, e Lucilene Rosa Bento (DEM) como candidata a vice.
Anulação
Para terem validade, as eleições nesses municípios precisam ter mais da metade dos votos válidos. Ou seja, o candidato único precisa receber mais de 50% dos votos.
No caso de mais da metade dos votos serem brancos e nulos, a eleição será anulada.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) informou que, nesses casos, a lei prevê que a Justiça Eleitoral deve convocar uma nova eleição.
O TRE informou, ainda, que nunca houve casos de anulação de eleição por esse motivo, e que todas vezes em que houve um candidato único, ele foi aprovado por mais da metade do eleitorado.
Ruim para a democracia
Na avalição do analista político João Edisom de Souza, a falta de concorrência é ruim para o exercício democrático.
“A eleição acaba se tornando um plebiscito, vira uma disputa entre o não e sim, entre aceitar ou não o candidato único”, observou.
“Isso não é bom para a democracia. Diminui o debate sobre os problemas do município, e tira um pouco a graça da eleição, que não se pauta na troca de ideias”, analisou.
Ele observou, também, que, a causa da candidatura único, em muitas situações, é devido ao candidato estar tão forte que desestimula outros grupos políticos a entrarem na disputa.
“Em municípios muito pequenos, grande parte da cidade depende do poder público. Os servidores municipais, e o comércio, que é movimentado pelos salários deles. Pode acontecer de irem todos para o mesmo lado”, pontuou.
Outro fator apontado pelo analista é o econômico.
“Em municípios novos, existe também a visão de se unir para gastar menos com a eleição, mas isso é uma ilusão. Porque esse tipo de eleição, sem concorrência, infla o ego do candidato e ele acaba ficando mais à vontade”, completou.






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