Adolescentes detidos em Cuiabá não recebem comida há dois dias

Cinco adolescentes, que estão detidos temporariamente na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) em Cuiabá, não recebem alimentação há dois dias. O caso foi denunciado pelo delegado da unidade ao Núcleo de Infância e Juventude da Defensoria Pública de Mato Grosso. O caso já foi levado ao conhecimento do juízo das duas Varas Especializadas da Infância e Juventude de Cuiabá pelas defensoras s Hélleny Araújo dos Santos e Juliana Salvador Bond.
 
Uma Ação Civil Pública foi proposta, na 1ª Vara, para tentar garantir o restabelecimento da alimentação, porém ainda se aguarda a apreciação pela Justiça. Um pedido de providências foi encaminhado à juíza da 2ª Vara,  Olinda de Quadros Castrillon, que, por sua vez, oficiou à Secretaria de Segurança Pública e à Secretaria de de Justiça e Direitos Humanos para tomarem providências.
 
De acordo com a defensora pública Juliana Salvador, apenas os agentes prisionais têm recebido normalmente os alimentos. Solidários aos adolescentes, que não têm como se alimentar desde segunda-feira, os três agentes têm cedido suas refeições para serem distribuídas entre os cinco jovens detidos.
 
Até a tarde desta terça-feira,17,  a situação não havia sido resolvida, conforme relato da defensora, visto que não houve nenhuma resposta por parte das secretarias envolvidas.
 
Na segunda-feira, a presidente da Comissão de Direitos da OAB, Betsey de Miranda, denunciou a existência de maus tratos e, até mesmo, tortura praticada por parte de diretores de cadeias e carcereiros no interior do Estado. As agressões e represálias têm sido praticadas nas unidades de Lucas do Rio Verde, Campo Novo do Parecis e Juína. Betsey disse que os detentos e suas famílias temem pela sua integridade física e moral0  Ela informa ainda que foram feitas denúncias ao Ministério Público e que não houve nenhuma atuação no sentido de investigar o caso.

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