A SOBREVIVÊNCIA POLÍTICA DOS CAMPOS E DO DEM DEPENDE DA VITÓRIA DE LUCIMAR CAMPOS EM VÁRZEA GRANDE




E eles só têm um nome eleitoralmente viável, o do senador Jayme Campos


As eleições municipais adquirem caráter, mais do que emblemático, estratégico e fundamental para a sobrevida da própria oligarquia e do Dem, que estão em notório processo de perda de poder político, tanto naquela cidade como em Mato Grosso. Diante disso, precisam vencer em seu último e principal reduto: Várzea Grande
Redação do Página Única
A se considerar o resultado das últimas pesquisas eleitorais, somente o senador Jayme Campos reúne capital  eleitoral para salvar o Dem e a própria oligarquia Campos de uma provável derrota em Várzea Grande – espécie de feudo político do clã.
Jayme, mesmo sabendo que se transformou em “táboa de salvação” para os Campos e a legenda que os abriga, hesita em deixar o Senado para disputar o comando de uma prefeitura que se encontra dilapidada, além dos riscos de também vir a perder em função dos rumos plebiscitários  que o pleito pode assumir tendo ele como candidato – o que poderia levar a  eleição para o confronto entre quem é a favor dos Campos e os que são contra o município voltar a ser comandado por eles. As eleições quando adquirem conotação de plebiscito se tornam arriscadas e, na própria Várzea Grande, em 2008, o pleito assumiu essa característica, com os Campos saindo derrotados.
Diante desse dilema, o senador do Dem, que já foi prefeito por duas vezes da cidade e ex-governador de Mato Grosso, chegou a ensaiar outras alternativas eleitorais como, por exemplo, a de lançar sua esposa, Lucimar Campos, conforme chegou a ser cogitado recentemente pela Imprensa. Porém, essa especulação, tão rapídamente como surgiu, também saiu da agenda do noticiário político, o que denota que o assunto “esfriou”.
DERROCADA
O processo de derrocada política da família Campos – outrora poderosa no município e em todo o Mato Grosso -, pode ser notado na última eleição municipal, em 2008, quando Júlio Campos, irmão mais velho de Jayme e fundador do grupo, perdeu a eleição para o então prefeito Murilo Domingos que, mesmo carregando grandes desgastes por sua gestão ruinosa à frente do município, conseguiu se reeleger.
Murilo Domingos e seu irmão Toninho, também são “crias” políticas dos Campos e que tentaram fazer vôo solo, mas não foram além de um mandato de deputado federal ocupado por Murilo, a vice-prefeitura por Toninho (à época em que Jayme Campos era prefeito) e o ápice dos Domingos foi a reeleição de Murilo, tendo Tião da Zaeli, atual prefeito, como vice. Murilo foi cassado e Zaeli assumiu a vaga e, embora tente descolar sua imagem de Murilo, também enfrenta grandes desgastes políticos e administrativos. Politicamente, os Domigos estão "sepultados" e devem levar Tião da Zaeli junto.
Nesse quadro de enfraquecimento notório dos Campos, um dos mais poderosos grupos políticos do passado recente de Mato Grosso, as eleições municipais adquirem caráter, mais do que emblemático, estratégico para a sobrevivência da própria oligarquia e do Dem. Precisam vencer em seu último e principal reduto: Várzea Grande.
E só lhes resta, uma ”bala na agulha” representada pelo nome de Jayme Campos, e sem a garantia de que o tiro será certeiro.

Fonte: Página Única
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