
Quem se der ao trabalho de pensar um pouco sobre a questão das drogas não terá muita dificuldade para concluir que o problema começou a se agravar nos últimos 20 ou 30 anos, e que desde então vem ameaçando as populações do mundo inteiro, adquirindo proporções cada vez mais catastróficas, com ligeiras diferenças de continente para continente. A droga, acompanhada de todas suas conseqüências nefastas, passou a ser uma ameaça constante no Planeta.
Neste período, a população brasileira assistiu com apreensão o consumo de drogas ser multiplicado em progressão geométrica, por uma série de motivos, inclusive por causa do barateamento do “produto”. Isto quando se fala apenas de droga ilícita, porque o álcool, considerado uma droga licita, facilmente adquirida por qualquer um em qualquer esquina, também registra um significativo aumento de consumo.
Era inevitável que esse consumo desenfreado de drogas lícitas e ilícitas fosse deixar um rastro de destruição pelo país afora. Lares desfeitos, famílias desestruturadas, milhares de vidas ceifadas antes da hora e um sem-número de seres humanos escravos da droga é a realidade com a qual nos deparamos hoje, em todos os quadrantes do país.
Foi necessário que a situação ficasse totalmente fora de controle para que as autoridades federais percebessem que o problema das drogas hoje é um dos maiores. Este ano, o governo da União vem dando mostras de ter entendido a mensagem que vem das cracolândias das principais cidades, com o anúncio de algumas medidas para enfrentar a situação. Mas é preciso muito mais do que apenas boa intenção para enfrentar um problema de tamanha magnitude.
É óbvio que o problema é nacional e, como tal, seu enfrentamento deve ser liderado pelo governo central. Mas para que esta ação tenha êxito, a união de forças é fundamental. Assim é que nenhum estado da federação pode ficar omisso, nem tampouco nenhuma prefeitura, principalmente de capitais como Cuiabá, que também se classifica como cidade de médio porte e não está imune ao problema. Pelo contrário, é figura de destaque no grupo daquelas em que o problema se agrava cada vez mais.
A nossa capital é uma das cidades mais afetadas pelo uso e abuso das drogas e todas as conseqüências que esta situação provoca para nosso povo. Muito mais importante do que compreender a gravidade do problema, é absolutamente necessário que as autoridades municipais ajam com mais determinação quando tomarem uma decisão de apoio à ação global contra as drogas. E, principalmente, que dêem continuidade aos projetos iniciados.
Se a prefeitura de Cuiabá estabeleceu convênios com algumas comunidades terapêuticas (instituições privadas para o tratamento de dependência química) oferecendo uma oportunidade de recuperação às pessoas que estão se drogando nas ruas, é fundamental que honre tal decisão. Ou então, tudo terá sido só mais publicidade da administração. Mesmo porque, ainda há muito o que ser feito, principalmente no quesito tratamento.
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