Campo Grande (MS) – Cerca de 300 pessoas estão reunidas hoje (20) no Grand Park Hotel, participando do Seminário “Enfrentando o Tráfico e Exploração Sexual de Mulheres”, discutindo o tráfico com fins de exploração sexual de crianças, adolescentes e mulheres. A plenária tem o objetivo de sensibilizar a sociedade civil nessa temática para a prevenção, o atendimento às vítimas e a responsabilização dos criminosos. “Somente com ações como esta que conseguiremos sensibilizar tanto a sociedade civil quanto o poder público, e desta forma fortalecermos a rede de enfrentamento ao tráfico de pessoas”, comenta a coordenadora especial de políticas públicas para as mulheres, Tai Loschi. O seminário acontece durante todo o dia com várias palestras e debates sobre o tema. Na parte da manhã a discussão foi em torno dos “Desafios do atendimento humanizado às vítimas do tráfico de pessoas para fins de exploração sexual”, abordado pela presidente da Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e Juventude, Dalila Figueiredo. “O objetivo da discussão é fazer com que as pessoas reconheçam como problema público este crime e que assim possam criar oportunidades de capacitação para agentes públicos que integram as redes de proteção. Este se trata de um tema muito complexo e suas particularidades devem ser estudadas de acordo com cada região, pois o que é um desafio em um determinado Estado pode não ser para esta região”, comenta a palestrante Dalila. Para a presidente, o primeiro passo para acabar com esta violência é debater o problema. “Precisamos discutir mais sobre o tráfico, trazer a discussão para os lares, escolas, academias, pois somente desta forma, aproximando a sociedade desta realidade, que ganharemos força para podermos lidar com a situação”, argumenta As atividades na parte da tarde serão abertas com uma mesa redonda para debater as Políticas Públicas para a Mulher e o Enfrentamento ao Tráfico de Mulheres com o representante do Observatório Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Aderlan Crespo. E ainda contará com a palestra de encerramento da jornalista e ativista no enfrentamento à exploração sexual, Priscila Siqueira, que falará sobre “Gênero e tráfico de mulheres, vulnerabilidades e desafios”. O seminário faz parte do projeto “Capacitando para o enfrentamento ao tráfico e exploração sexual”, desenvolvido pela Coordenadoria da Mulher. Segundo o levantamento da pesquisa sobre Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para Fins de Exploração Sexual Comercial no Brasil (Pestraf), Mato Grosso do Sul faz parte dos Estados mais vulneráveis para essa prática criminosa, fazendo vítimas principalmente nas regiões de fronteira com o Paraguai e Bolívia, onde o translado de um País para outro é considerado fácil. O tráfico de pessoas é considerado um dos maiores problemas da atualidade, um fenômeno silencioso que faz mais de dois milhões de vítimas a cada ano para fins de trabalho escravo, casamento servil, remoção de órgãos ou exploração sexual, apontadas como umas das atividades mais lucrativas do mundo. As mulheres negras, entre 15 e 27 anos, com baixa escolaridade, são as principais vítimas. Em busca de melhorias de condições de vida para si e seus familiares, têm seus direitos humanos violados, perdem os direito de ir e vir, são depreciadas, exploradas e tratadas como mercadoria. “A rede do tráfico é complexa e silenciosa e aqui O evento é realizado pela Subsecretaria da Mulher e Promoção da Cidadania por meio da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para a Mulher, em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República. E conta ainda com a presença da Subsecretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da Secretaria de Política Pública para Mulheres do governo federal, Aparecida Gonçalves; da presidente do Observatório Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Nilda da Silva e demais autoridades relacionadas ao enfrentamento do tráfico para exploração sexual. |






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