Crédito : Geraldo Magela / Agência Senado
Escrito por Daniela Novais
No ultimo dia 30 de maio, o senador Magno Malta recebeu documentos, um vídeo e cópias de processo judicial que apuram um crime de pedofilia que teria sido praticado em Salvador pelo médico Marcio Café, que teria abusado do próprio filho de três anos. Além da suspeita de pedofilia, o médico é acusado de tráfico de influência para evitar punição. Desde o início e durante o caso, o acusado nega o fato e jura inocência.
Malta afirmou que é autor de representações perante o Ministério Público contra o caso, atingindo não só o autor dos abusos, mas outros suspeitos de envolvimento. “Os fatos relatados causaram espanto, certamente, este sentimento não seria contrário a qualquer pessoa equilibrada. Assim, estou representando contra o este pedófilo, o médico Marcio Café, que tem usado de influência para arquivar o processo em vários órgãos e instâncias judiciais”, afirmou.
Ainda segundo o senador, mesmo diante de um laudo do Instituto Médico Legal (IML) Nina Rodrigues de Salvador, confirmando ato libidinoso com a criança, que apresentou inclusive uma fissura anal, a juíza Janete Fadul de Oliveira rejeitou a denúncia do Ministério Público. Malta afirma que a juíza foi afastada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), acusada de participação em esquema de venda de sentenças.
Suspeitas – O senador acredita que o caso de Marcio Café pode ter tido tratamento especial, por que o acusado tem alto poder aquisitivo e grande influência no judiciário estadual, já que é proprietário de Centro de Pesquisa Médica em Salvador. “O estupro do garoto de 3 anos foi confirmado pelo laudo do IML e o perito Ricardo Molina de Figueiredo, do conceituado laboratório de Perícias, confirmou que ao longo de toda a gravação periciada, seja na trilha de áudio ou na de vídeo, qualquer manipulação fraudulenta, podendo a gravação ser considerada autêntica para todos os fins periciais. Qual motivo levaria a juíza Janete Fadul, com lamentável histórico, rejeitar a denúncia do Ministério Público por ausência de provas sendo que o que se busca com o processo é a produção de provas?”, questiona Malta.
Representações – O senador entregou uma representação contra Marcio Café ao Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público da Bahia, Wellignton César Lima e Silva, revelando detalhes do vídeo. “Solicito que seja ajuizada as medidas que, no seu entendimento, sejam cabíveis, legais e adequadas, para a defesa dos bens jurídicos alinhados no caput, do artigo 127 da nossa Carta Magna”, acentuou.
A denúncia também foi enviada para Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, Desembargador Mário Alberto Hils, pedindo apuração da conduta do então juiz da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Salvador, hoje desembargador Emílio Salomão Pinto Resedá, que para Malta, expôs a criança de apenas 3 anos a uma situação concreta de risco de violência sexual. “Este magistrado fez várias perguntas constrangedoras ao menor, causando desnecessariamente uma situação vexatória e tratando a pequena vítima com violência psíquica e imoral”, explicou Malta.
Malta também enviou representação do caso para o Secretário de Segurança Pública da Bahia, Mauricio Telles Barbosa, pedindo providências urgentes para o andamento do inquérito instaurado na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente. “Não sendo possível provar que o suspeito é inocente ou culpado, nos restando a confiar no auspicioso trabalho desta Secretaria de Estado, responsável pela investigação”, cobrou Magno Malta.http://www.brasiliaempauta.com.br/artigo/ver/id/145/nome/Em_Salvador__caso_envolve_suspeitas_de_pedofilia_e_venda_de_sentenca






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