Cenas Fortes:VIDEO: imagens exclusivas revelam falta de estrutura no IML de Maceió

Médicos legistas realizam necropsia no quintal do instituto

Medicos não têm estrutura para trabalhar
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Por: Wadson Correia
Imagens: Gustavo Oliveira e Wallacy Bruno
Os Institutos Médico Legal de Maceió e Arapiraca amanheceram nesta quinta-feira (21) sem os médicos legistas para realização de exames de corpo de delito e outras funções. Os 30 médicos decidiram paralisar as atividades para cobrar reajustes salariais e melhores condições de trabalho. Para piorar os peritos criminais também cruzam os braços.
Nesta manhã nove corpos permaneciam na geladeira do IML da Capital. Outros três estavam na sala de necropsia aguardando o médico de plantão, que devido a paralisação não compareceu ao trabalho. O novo diretor-geral do órgão, médico  Luiz Correia Antônio Mansur Branco tomou posse hoje e disse que só iria comentar a paralisação após uma comunicação oficial. Em relação aos corpos que se acumulavam na sala de necropsia o médico-legista falou que  é uma prática da medicina legal não ter pressa em liberar as vítimas que dão entrada no IML.
“Existe a pressa da família em sepultar seu ente querido após algum fato, no entanto, não podemos acelerar o procedimento de necropsia somente por causa da exigência os familiares. Quando a morte é violenta, então, devemos ter mais cautela ainda, pois, se trata de um crime que será investigado”, disse o novo diretor.
EMERGENCIA190 consegui imagens exclusivas de como os legistas realizam as necropsias. As imagens são fortes (assista ao video), mas revelam a falta de condições de trabalho. Os corpos ficam expostos no quintal do IML de Maceió para a realização de exames.
Uma das imagens mostra o médico analisando um corpo. O detalhe é que, ao invés de utilizar uma toca o profissional utiliza um saco de lixo.
Por telefone o presidente do Sindicato dos Médicos, Wellington Galvão, explicou que paralisação é justa. “Estamos cobrando o que é de lei. Melhores condições de trabalho e equiparação salarial com o piso nacional. Enquanto o governo não resolver a situação continuaremos com a paralisação”, disse.
Em Alagoas o médico legista recebe R$ 2.600,00, por 20 horas trabalhadas. Se corrigido o valor subirá para R$ 9.600,00. A situação ainda é alarmante na sala de necropsia do IML de Maceió. Os objetos utilizados não são os adequados. O esgoto só foi tampado após o acidente comum funcionário. Já as geladeiras apresentam problemas constantemente.
Por conta das deficiências os resultados dos laudos são considerados duvidosos para alguns integrantes da justiça. Para piorar a crise os peritos oficiais de Alagoas também aderiram à paralisação. A confirmação vem do presidente da Associação Alagoana de Peritos em Criminalística, Paulo Rogério.
“Também estamos cobrando melhores condições de trabalho. Valorização dos profissionais, realização do concurso público, a implantação do Plano de Cargos e Carreira e reajuste salarial comparado com o piso nacional”, explicou Rogério.
Os peritos alagoanos recebem o salário de R$ 3.400,00. Segundo Paulo Rogério o valor correto seria de R$ 7.700,00, com todos os reajustes cobrados.
O governo de Alagoas ainda não se pronunciou sobre a paralisação das categorias. E também não iniciou as obras do novo IML, que será construído no bairro Cidade Universitária, parte alta de Maceió. O projeto está orçado em R$ 5 milhões.

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