Em outras legislaturas a Câmara ganhou notoriedade e grande rejeição da sociedade por conta de CPI´s instauradas que não chegaram a qualquer solução e sequer houveram punidos
ANA ADÉLIA JÁCOMO
O vereador Domingos Sávio (PMDB) apresentou nesta quinta-feira (9) requerimento para que uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a CAB, empresa responsável pela abastecimento de água e coleta de esgoto de Cuiabá. Na justificativa, o peemedebista aponta problemas como falta de água e interrupção de abastecimento em diversos bairros.
“A CAB já entrou em Cuiabá com o pé esquerdo, a começar pela forma como essa concessão foi feita. Essa empresas está trazendo vergonha nacional a Cuiabá. As reclamações aumentaram em 300% e agora a empresa também é acusada de escravidão branca”, disparou, se referindo as condições de trabalho enfrentadas por terceirizados da concessionária.
O vereador Toninho de Souza (PSD) afirmou que a Câmara está acompanhando os trabalhos da CAB por meio de Comissão Especial. Além disso, lembrou que outros requerimentos para instalação da CPI foram apresentados, ficando somente em ameaças. “Vou assinar, pois acredito na seriedade e agora irei cobrar” concluiu.
O Regimento Interno determina que são necessárias 9 assinaturas para instalação de CPI. Até o momento, Domingos Sávio já obteve respaldo de 13 colegas. Além do proponente, assinaram os vereadores Haroldo Kuzai (PMDB), Onofre Júnior (PSB), Juca do Guaraná Filho (PT do B), Faissal Calil (PSB), Oséas Machado (PSC), Lueci Ramos (PSDB), Maurélio Ribeiro (PSDB), Allan Kardec (PT), Arilson da Silva (PT), Adilson Levante (PSB), Ricardo Saad (PSDB) e Toninho de Souza (PSD).
TUDO EM PIZZA
Em outras legislaturas a Câmara ganhou notoriedade e grande rejeição da sociedade por conta de CPI´s instauradas que não chegaram a qualquer solução e sequer houveram punidos. Um exemplo é a investigação de uma obra, realizada em 2009 pelo ex-presidente da Casa Deucimar Silva (PP). Surpreendentemente, a CPI foi arquivada por perca de prazo. O rombo ao erário chegou a mais de R$ 1 milhão.
Outra recente CPI iniciada pela Câmara que também não surtiu efeito foi a da Cemat. Investigava-se uma dívida de R$ 109 milhões que a extinta Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap) mantém com a Cemat. Aberta em fevereiro do ano passado, a CPI ainda não foi finalizada.





