Um coreógrafo australiano desenterrou as histórias de abusos de menores que perseguiram Michael Jackson durante grande parte de sua carreira com um requerimento judicial apresentado em Los Angeles contra o fundo fiduciário do artista falecido, informaram nesta quinta-feira fontes jornalísticas.
O litigante, Wade Robson, de 30 anos, que quando criança visitou o cantor com frequência em Neverland, o rancho de Jackson, morto em 2009, foi testemunha chave no julgamento por pedofilia no qual o artista foi declarado inocente em 2005.
Robson, que nesse julgamento rejeitou que o "rei do pop" tivesse abusado dele, teve um ataque de nervos em 2012 que o levou a procurar tratamento psicológico e a reviver alguns momentos privados com o autor de "Thriller" que tinha esquecido, afirmou hoje o portal "TMZ".
"Um depredador sexual lavou o cérebro até que todo o peso do ocorrido terminou por afundá-lo", declarou o advogado de Robson, Henry Gradstein para quem Jackson era um "monstro" que molestou seu cliente durante sete anos.
Wade Robson começou a visitar o rancho Neverland quando tinha sete anos e continuou mantendo relação com o artista até que completou 14 anos.
No julgamento por abusos, uma empregada doméstica de Neverland declarou que viu como Michael Jackson tomava banho com Wade Robson quando ele tinha entre 8 e 9 anos, algo que a suposta vítima negou.
"O processo do senhor Robson é degradante e patético. Este homem jovem testemunhou, pelo menos duas vezes, sob juramento nos passados 20 anos e disse em várias entrevistas que Michael Jackson nunca fez nada de inadequado com ele", comentou o representante legal do fundo fiduciário de Michael Jackson, Howard Weitzman.
O coreógrafo trabalhou para Britney Spears e Usher, entre outros artistas, mas desde 2011, por conta de seus problemas pessoais, foi perdendo trabalhos, apesar de sua família dizer que conta com "economias substanciais".
Wade Robson solicitou em 1 de maio à Corte Superior do condado de Los Angeles que permitisse apresentar seu caso contra o fundo fiduciário de Michael Jackson com evidências obtidas por um "profissional da saúde mental".
O "rei do pop" faleceu em junho de 2009 por uma overdose de remédios enquanto preparava uma turne mundial.
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