Um vídeo do dia 18 de julho do ano passado, um mês antes da operação que teve policiais civis forjando o auto de resistência, traz imagens de criminosos reagindo a tiros à presença dos agentes. A ação acontece em frente ao bar alvejado semanas mais tarde, para onde o corpo de uma vítima foi arrastado por 70 metros e deixado ao lado de outros três mortos.
Na ocasião, como na operação de agosto, a polícia tentava localizar o traficante DG, resgatado de uma delegacia no início de julho de 2012. O criminoso acabaria morto no último mês de abril, num confronto com o Batalhão de Operações Especiais (Bope), da PM.
No primeiro minuto do vídeo, um dos homens no helicóptero da Polícia Civil diz, enquanto a imagem mostra bandidos diante do bar:
"Mantêm-se aí o número de elementos, ok? Pelo menos dois armados de fuzis e dez elementos na boca".
No nono minuto de gravação, os criminosos parecem notar a presença da polícia e começam a correr. Um deles, armado com um fuzil, corre para a Rua Erere — que forma a esquina do bar com a Rua Doutor Continentino — e abre fogo na direção que estaria um blindado da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), que não chega a aparecer nas imagens. Ele parece disparar três vezes e, em seguida, também foge.
"Vamos atrás dele, vamos atrás dele", repete o policial.
Até o fim do vídeo, de 29 minutos, momento em que o helicóptero se retira para abastecer, as câmeras não flagram mais confrontos. Na época, a Civil divulgou ter prendido duas pessoas.
Pouco antes disso, um homem faz referência ao fato de a ação estar sendo registrada em vídeo:
"É difícil, cara. Eu fico agoniado. Vou pedir licença sem vencimento. E está gravando pra todo mundo ouvir".
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