Prefeito Mauro Mendes Polícia vai aprofundar investigação; rombo pode ser maior


Monitoramente de 10 dias apontou R$ 1,3 milhão de prejuízo no sistema tributário

Tchélo Figueiredo/Secom Cuiabá
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Prefeito se reúne com delegados para dar continuidade às investigações no Alencastro
DA REDAÇÃO
A Prefeitura de Cuiabá vai realizar uma auditoria aprofundada para detalhar informações a respeito da fraude no sistema tributário da administração municipal, desbaratada pela Operação Impostor, no começo de novembro de 2012, na gestão do ex-prefeito Chico Galindo (PTB).

O pedido foi feito pelo delegado Rogério Modelli, da Delegacia Especializada em Crimes contra a Fazenda Pública (Defaz), que esteve reunido, nesta quinta-feira (24), com o prefeito Mauro Mendes (PSB). 

Modelli contou que, a partir da primeira etapa das investigações, novas informações surgiram, mas que cabe à Prefeitura analisá-las.

“São informações detalhadas sobre o histórico do funcionário, por exemplo, e algumas obtidas através dos depoimentos, que precisam ser comprovadas”, disse o delegado.

Também participaram da reunião a delegada Liliane Murata, o procurador-geral do município, Rogério Gallo, e o secretário de Fazenda, Guilherme Muller, um dos responsáveis por detectar a fraude.

De acordo o procurador-geral,“de posse das informações repassadas pela Delegacia Fazendária, a Prefeitura efetuará a auditoria com cruzamento de dados para análise da investigação e, também, dos impostos desviados”.

Operação Impostor

A operação deflagrada no dia 9 de novembro desarticulou um esquema de corrupção na Prefeitura de Cuiabá.

Segundo as investigações, os corruptos ofereciam oito tipos de “serviços” fraudulentos, como baixa em dívidas tributárias e emissão de documentos falsos.

As propinas cobradas variavam entre R$ 100 e R$ 5 mil.

A Defaz apontou a participação de 13 servidores efetivos e dois comissionados no suposto esquema.

O prejuízo detectado pela auditoria da prefeitura em 10 dias de monitoramento da arrecadação do IPTU foi de R$ 1,3 milhão.

Como o sistema está em uso desde dezembro de 2009, ainda não se sabe o tamanho do rombo.

A auditoria vai apurar, entre outras coisas, o valor que deixou de entrar nos confres do municípios em função da fraude.

Durante a investigação foi descoberto que não era somente no IPTU que fraudes estavam sendo cometidas.

“Em cinco meses de investigação, detectamos que além do IPTU, o ISSQN, emissão de certidões e alvarás, ITBI, Habite-se e dívidas com a Sanecap estavam sendo fraudados. Não são somente servidores envolvidos, há pessoas, empresários e empresas também”, explicou o delegado.

Modeli citou como exemplo de uma das irregularidades detectadas no IPTU a redução do valor venal de um imóvel.

O delegado comentou que os crimes serão tipificados como corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos no banco de dados da Prefeitura e formação de quadrilha.
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