Por apelo popular, Mauro Mendes vai ao Judiciário e defende reabertura da Salgadeira


Maurício Curvinel | Redação 24 Horas News
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O prefeito Mauro Mendes está mesmo em busca de conexão popular como forma de suplantar o desgaste político iniciado ainda no período de transição.  Nesta sexta-feira, 18, foi até o Tribunal de Justiça e enfrentou juízes e desembargadores para defender a reabertura do Complexo da Salgadeira, fechado desde setembro de 2010. Ele disse que a termal, no caminho entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães,  seja utilizado como um centro de lazer popular. 
 
Mendes avaliou que a Salgadeira, destruída pela ação humana e sem cuidados ideais, é o melhor uso para o local e atende aos interesses da população, já habituada a frequentá-lo para o lazer. “Um centro de lazer popular faz parte da origem daquele local. Não podemos repetir erros que já foram cometidos ali” – assinalou o prefeito. 
 
Ele lembrou durante o encontro que ao longo dos anos foram implantadas diversas mudanças que não tinham nenhuma relação com a identidade do local e a cultura do povo cuiabano. “Por isso – ele acrescentou - muitas delas se mostraram fracassadas”, declarou o prefeito.
 
A Salgadeira foi fechada por decisão da Justiça, em ação do Ministério Público Estadual que apontou uma série de irregularidades no funcionamento do complexo. As empresas que exploram o local, posteriormente, não conseguiram reverter o julgamento que resultou na interdição.  O  MP, na época,  apontou problemas referentes à disposição de resíduos a céu aberto, sistema de tratamento de esgoto tomado pela vegetação; ausência de gerenciamento de resíduos; presença de processos erosivos no estacionamento; ausência de licença ambiental; equipamentos de segurança e certificado do Corpo de Bombeiros vencidos; tubulações de esgoto de pia de cozinha em drenagem pluvial; entre outros. 
 
O turismo desordenado no local também foi citado na ação. Verificou-se que todos os empreendimentos existentes no local estão situados em área de preservação permanente, dentro da faixa de 50 metros, ao longo do curso d'água. 
 
A promotora Ana Luíza Peterlini disse na ocasião que também não existe contrato de concessão de uso do espaço para os restaurantes explorarem o local. Os estabelecimentos instalados no complexo não participaram de processo licitatório ou firmaram qualquer contrato com o Estado ou Município. Outra irregularidade: a ong Aderco, que gerenciava o complexo turístico, firmou contrato com o Município de Cuiabá, mesmo sendo o Estado o proprietário da área. 
 
Desde então, há uma forte corrente pedindo a reabertura do local. Um comissão chegou a ser formada por representantes das duas cidades, Cuiabá e Chapada dos Guimarães, que elaboraram um manifesto sobre o caso. O documento clamava por soluções urgentes para as questões levantadas na ação. Porém, a Justiça tem se mantido firme no propósito de garantir a legalidade das operações no complexo. Segundo Teté Bezerra, o atual projeto da Salgadeira prevê que o local seja aberto apenas para visitação, sem a possibilidade de banho de rio, por exemplo.
 
Na reunião desta sexta-feira, além de Mauro Mendes, também estavam presentes o secretário de Meio Ambiente, Antônio Máximo, a secretária de Estado de Turismo, Teté Bezerra, e representantes do Ministério Público Estadual, do Tribunal de Justiça, da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo de 2014 (Secopa) e da Prefeitura de Chapada dos Guimarães.
 
Mauro Mendes garantiu ainda que a Prefeitura de Cuiabá irá acompanhar de perto todas as obras relacionadas ao complexo turístico e à Copa do Mundo de 2014, inclusive apresentando sugestões. Seremos parceiros para ajudar a concretizar as ações necessárias, mas queremos ter o direito de manifestar nossas opiniões e apresentar nossos projetos”.