Caminho do desgaste Mauro Mendes


A enorme expectativa em torno da gestão do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), aos poucos vai dando lugar a certa frustração. O prefeito eleito vendeu, durante a campanha eleitoral, uma imagem de eficiência, de modernidade administrativa e experiência de gestão de tal modo que seus eleitores alimentavam a ideia de mudanças positivas logo no início da gestão. Mas, da formação do secretariado às primeiras ações Mendes deixou a desejar. E isso já provoca fortes ruídos.
As críticas estão estampadas nos sites de notícias, nos comentários de leitores e no cotidiano da Imprensa. Já se forma um conceito sobre a administração de Mendes e, tudo indica, não muito positivo.
Derrotado na eleição da Mesa Diretora, derrotado no reajuste do IPTU e nocauteado pela realidade financeira da Prefeitura, Mauro Mendes não conseguiu sequer promover uma limpeza decente na cidade. É fato que ainda é muito cedo para uma avaliação definitiva, mas, neste momento, o que está claro é que o prefeito assumiu sem projeto, sem conhecer a realidade financeira do município e sem um plano de ação de curto prazo capaz de impactar a sociedade.



Conta de luz
O que o governo Dilma dá com uma mão tira com a outra. A redução das contas de luz anunciada pela presidenta Dilma é mais ou menos isso. Para bancar o corte e fazer proselitismo eleitoreiro, o Governo Federal vai retirar dos cofres públicos R$ 8, 4 bilhões por ano. Quer dizer, o contribuinte continuará pagando a conta. O ministro Edson Lobão, das Minas e Energia, garante que não, que o dinheiro vai sair de créditos da União com a Itaipu. Santa semântica! E isso não é dinheiro público, Lobão!


Dívidas

A ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Relações Institucionais, disse ontem que a presidenta Dilma Rousseff deve anunciar no Encontro Nacional dos Novos Prefeitos, que acontece na próxima segunda, em Brasília, medidas para reduzir a dívida dos municípios com a União. Entre elas um encontro de contas com a Previdência. Sempre é bom lembrar que as dívidas previdenciárias bloqueiam os repasses do FPM.

‘Cala boca‘

De todo modo o Governo Federal não faz mais que a obrigação. Ao adotar medidas fiscais para sustentar o consumo, como a redução do IPI, por exemplo, o governo Dilma prejudicou a arrecadação de estados e municípios, fez favor com chapéu alheio. Agora se apressa em dar um cala boca aos prefeitos sinalizando com um arranjo nas dívidas municipais. O tal pacto federativo precisa ser revisto já.

Bereré
Os vereadores cuiabanos já conseguiram ‘convencer‘ o prefeito Mauro Mendes (PSB) a sancionar o projeto que aumenta o salário dos parlamentares, de R$ 9,5 mil para R$ 15 mil. Na última semana, Mendes vetou a majoração do próprio salário, mas o exemplo não será seguido no Legislativo. Os 25 parlamentares estão ávidos por um ‘dinheirinho‘ a mais no bolso.

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