Presidente da Câmara diz que prefeito não pode basear saúde em arrecadação de imposto
Thiago Bergamasco/MidiaNews
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João Emanuel afirma que Mauro Mendes erra ao associar saúde com IPTU
ISA SOUSA
DA REDAÇÃO
O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, João Emanuel (PSD), afirmou que o prefeito Mauro Mendes (PSB) "está equivocado" ao relacionar a construção de um novo Pronto-Socorro Municipal, neste ano, ao reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em 25%. DA REDAÇÃO
Em entrevista ao Jornal do Meio Dia (TV Gazeta), nesta quinta-feira (10), o vereador refutou a tese do socialista e justificou que a Prefeitura de Cuiabá conta com outros impostos e repasses que "vão muito além do IPTU".
“Se o prefeito está colocando a responsabilidade da saúde vinculada ao IPTU, o faz de forma equivocada. É obvio que a Prefeitura não vive exclusivamente do IPTU e a sociedade sabe disso”, disse.
“A maior fonte de riqueza de Capital é o ISSQN (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza). A composição da renda da Prefeitura vai muito além de um único tributo. Temos vários, dentre os quais o IPTU, mas ele tem que ser acompanhado de requisitos legais”, completou.
Durante coletiva de imprensa nesta semana, após reunião com seu secretariado, Mauro Mendes afirmou que espera arrecadar esse ano R$ 85 milhões com o IPTU. O valor já leva em conta o aumento de 25% no imposto, aprovado em última sessão da Câmara em dezembro passado.
O valor, no entanto, não deve ser esse. Como adiantado pelo MidiaNews hoje, a Câmara deverá anular amanhã a lei que reajustou a tarifa. Caso não anule, os vereadores ainda podem entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) por vícios de origem.





