Após 2 anos, Galindo patina, descasca abacaxis e tem desgaste

Blog do Romilson Dourado

Blog do Romilson DouradoPALÁCIO ALENCASTRO
 | 05/08/2011 - 07:43

Após 2 anos, Galindo patina, descasca abacaxis e tem desgaste

Patrícia Sanches

Fernando Ordakowski

Galindo ainda tenta reverter imagem desgastada herdada de Wilson Santos, mas projetos não saem do papel
     Há um ano e sete meses à frente do Palácio Alencastro, o prefeito Chico Galindo (PTB) patina e não consegue reverter o “carimbo” de desgastes herdados de seu antecessor Wilson Santos e outros criados por ele próprio. Agora, em meio à polêmica aprovação do retorno do comando do saneamento para o município e autorização da concessão do setor, o petebista enfrenta a possível perda dos recursos do PAC.
    O prefeito já estava ciente do problema, mas tinha certeza de que viabilizaria a licitação da concessão apenas com desgaste político e sem derrora judicial. A Justiça, entretanto, deferiu mandado de segurança interposto pelo vereador Lúdio Cabral (PT) e suspendeu a validade da seessão, que autorizou o início dos trâmites. Galindo está frustrado. Com a manobra, ele esperava dar uma verdadeira guinada em sua gestão resolvendo de uma vez só o problema do saneamento e da pavimentação asfaltica da Capital.
    Acontece que a mesma empresa que assumisse a gestão do setor teria de universalizar a distribuição de água em 3 anos, resolver o problema da coleta e tratamento do esgoto em 10 anos e, de quebra, dar uma “bolada” para o município. Os recursos seriam destinados ao tão propagado programa “Poeira Zero”, asfaltando os mais de 50 bairros onde a população convive com o cascalhamento. Por enquanto, a proposta ainda está apenas no papel.
    Galindo assumiu o Alencastro em março do ano passado e enfrentou a crise da coleta de lixo. Teve coragem de rescindir o contrato com a Qualix e licitou o serviço, que passou a ser feito pela empresa carioca Delta. Assim, não resolveu 100% a questão, mas conseguiu amenizar consideravelmente o problema. Ainda no setor de saneamento, herdou um aterro sanitário com prazo de “validade vencido”. Tenta agilizar a implantação de um novo e, enquanto isso, constrói células emergenciais. Para piorar, tem que lidar com as milionárias dívidas da Sanecap, superiores a R$ 200 milhões.
    Além de problemas no setor de saneamento, Galindo foi premiado com condenações em ações que se arrastavam há anos na Justiça, como foi o caso do espólio de Clorinda Vieira de Mattos, questionado desde a década de 1970 e que culminou no bloqueio das contas do Alencastro. Recentemente foi condenado a pagar R$ 33,8 milhões referente a dívidas do passe-livre, referentes aos anos entre 2002 a novembro de 2004 junto à Associação Mato-Grossense dos Transportes Urbanos (MTU). O prefeito vai recorrer.
    O último projeto de relevância que deu certo foi o Multiação, feito numa parceria com o Estado e Agecopa. Ao total estão sendo investidos R$ 40 milhões. Entre as outras ações que estão sendo realizadas está o patrolamento e encascalhamento de ruas, poda de árvores, limpeza de córregos, terrenos, bolsões de lixo, praças, avenidas canteiros centrais, cemitérios e bocas de lobo. A iniciativa conta com 1 mil funcionários e 300 máquinas.

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