Por enquanto, somente 2 acusados de envolvimento no suposto sequestro de Tayna Kaane Gramulha de Andrade, 20, filha da escrivã Fabiana Gramulha de Andrade, de Tangará da Serra (239 Km a médio-norte de Cuiabá) continuam presos. Eles foram autuados pelo delegado do caso, Nelder Martins Pereira, pelos crimes de formação de quadrilha, roubo e extorsão mediante sequestro.
Um dos presos é José Josueldo Gama de Oliveira, 30, que segundo o delegado, já tem passagem por tráfico de drogas e homicídio e estava cumprindo pena no regime semi-aberto desde 2005. Ele será levado para a Cadeia Pública.
O segundo é o adolescente J.S.A, 17, que continua apreendido no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) de Tangará. O menor também tem passagem policial por tráfico de drogas.
Ainda existem muitas informações desencontradas sobre o caso. Tanto que a tese de que o suposto sequestro pode ter sido forjado não está descartada. Nessa linha de investigação, uma possível participação da jovem Tayna Gramulha que, por enquanto está na condição de vítima, ainda é analisada.
O delegado Nelder Martins diz que essa possibilidade também é investigada, mas não pode afirmar se ela está ou não envolvida. De qualquer forma, ele acredita que possa existir pessoas conhecidas da família envolvidas no crime, uma vez que a jovem mora em Tangará da Serra com a mãe, mas no momento do crime estava na casa da avó no município de Porto Estrela (194 Km a médio-norte de Cuiabá).
Esses indícios são investigados porque parte dos 5 suspeitos que invadiram a residência na noite de quarta-feira (14) e renderam e amarraram pelo menos 6 pessoas, disseram que precisavam “acertas as contas” com a escrivã mãe de Tayna. Por este motivo eles a levaram na condição de “sequestrada”.
Vale lembrar que não houve qualquer pagamento de resgate e mesmo assim ela apareceu dirigindo o carro da família levado pelos supostos “sequestradores” na tarde desta quinta-feira (15). As investigações pretendem desvendar como os envolvidos tinham informações de que ela estava na casa da avó no município vizinho.
Mesmo assim, o delegado autuou os 2 presos por extorsão mediante sequestro. Questionado sobre isso, Nelder Martins disse que no ato da invasão e ameaças contra as vítimas na noite de quarta-feira em Porto Estrela, eles teriam exigido R$ 15 mil como resgate pela garota. “Eles disseram que R$ 10 mil deveria ser pago na sexta-feira (hoje) e outros R$ 5 mil no sábado”, relata o delegado. Porém, um dia antes do prazo determinado pelos acusados para receber o dinheiro, eles liberaram a “sequestrada”.
Para o delegado, os supostos “sequestradores” ficaram com medo da repercussão que o caso ganhou na imprensa e pelo fato de que uma força tarefa composta por dezenas de policiais militares e civis realizava buscas na região para tentar localizar o paradeiro da filha da escrivã.
Na tarde de quinta-feira, após a jovem aparecer e ir para a delegacia, as investigações chegaram até 6 pessoas que foram detidas no bairro Vila Esmeralda, em Tangará e foram levados para serem ouvidos. Após os interrogatórios, somente José Josueldo e o adolescente J.S.S., foram autuados pelos crimes. O delegado informa que eles confessaram participação no plano, mas negam ter participado da invasão na casa da avó de Tayna e no “sequestro” dela. “Eles confessaram, mas negam outros detalhes. A versão deles ainda é contraditória”, enfatiza o delegado Nelder Martins Pereira que segue com as investigações à procura de outras 4 pessoas suspeitas de envolvimento com o crime.





