Justiça nega liberdade a técnico suspeito de estuprar pacientes em hospital


Justiça nega liberdade a técnico de enfermagem suspeito de estuprar pacientes em hospital no Rio

Decisão também manteve a data do julgamento para o dia 3 de outubro deste ano
Do R7
Brivaldo flagrado na hora do crime pela câmara do hospitalReprodução\Rede Record
O TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro) negou o pedido de revogação da prisão preventiva do técnico em enfermagem Brivaldo Francisco Xavier Junior, acusado de ter estuprado pelo menos duas vítimas no Hospital Quinta D’Or, na zona norte, em junho deste ano. A decisão também manteve a data do julgamento para o dia 3 de outubro.  
A denúncia contra o técnico em enfermagem foi feita pelo Ministério Público e o processo corre em segredo de justiça. As supostas vítimas contaram à polícia que sofreram os abusos sexuais enquanto estavam internadas no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) da unidade. Os investigadores apuram se outras pacientes foram atacadas pelo suspeito.  
Uma idosa de 66 anos também procurou a Delegacia de São Cristóvão (17ª DP) no dia 3 de junho depois de reconhecer Brivaldo Xavier pela TV, em reportagem em que ele foi mostrado como suspeito de estuprar outra paciente. A idosa alegou que foi vítima do crime duas vezes.  
Segundo a denúncia, o primeiro episódio teria ocorrido em fevereiro, quando a paciente esteve internada para o tratamento de um câncer. Em outra ocasião, ela teria sido abusada quando voltou à unidade para passar por uma cirurgia.  
A Polícia Civil cedeu imagens que apontam fortes indícios do estupro a uma mulher de 36 anos, em maio. As câmeras de segurança flagraram o técnico entrando mais de 20 vezes no leito da paciente, sempre com a cortina fechada e a luz apagada.
O delegado indiciou o técnico por estupro de vulnerável. O que mais chamou a atenção dos investigadores foi o fato de que a vítima não estava sob os cuidados do suspeito. Mesmo assim, o homem foi visto por diversas vezes rondando o leito da vítima.  
Em uma ocasião, ele ajudou a dar banho na mulher e induziu a parceira que o ajudava no procedimento a deixar o local. Sozinho, ele acariciou a paciente por diversas vezes. Mesmo sob efeito de medicamentos, ela percebeu o estupro.  
O homem negou as acusações em depoimento e justificou as repetidas visitas ao leito alegando que o monitor do local apresentava "sucessivos problemas", o que não foi relatado no prontuário ou comunicado à enfermeira que chefiava o plantão.  
Técnico demitido  
A direção do Quinta D’or abriu sindicância para apurar o caso. O técnico foi demitido porque, segundo a unidade, quebrou protocolos. Ele deveria estar acompanhado por outro funcionário na hora do banho na paciente, o que não ocorreu.  
O hospital confirmou que a mulher registrou denúncia formal à direção, afirmando que “foi tocada de maneira indevida”.