Um caso de Pedofilia em Poção de Pedras envolve membro da Assembleia de Deus




Há alguns dias que o Blog tem recebido denúncias que diz respeito a um caso de pedofilia. Quando soube que o Conselho Tutelar estava a par da situação e que os conselheiros tinham encaminhado o caso à delegacia de Policia de Poção de Pedras, decidir não envolver o Blog nesse problema. Considerei o fato delicado por haver uma criança envolvida e, que essa divulgação serviria apenas para prejudicar a imagem e o psicológico dela.


Mas passado onze dias do ocorrido, continuei recebendo outras denúncias sobre esse caso. Segundo soube depois, o caso não estava recebendo a atenção devida da Polícia e do Conselho Tutelar e que o suspeito permanecia livre e solto. Concluiu que o Blog deveria investigar a denúncia, ou correria o risco de ser acusado de negligência, mas principalmente, por ser a coisa certa a fazer.


Segundo fui informado, o autor do delito, seria um diligente de um dos anexos da Igreja Assembleia de Deus de Poção de Pedras. Ele se aproveitou de sua autoridade religiosa para aliciar a menor de 12 anos de idade, embora não a estuprasse, mas cometera atos libidinosos nela.


Como o caso foi descoberto?


O pai da garota, que não é membro da Igreja, suspeitou da ausência da moça, procurou-a na casa de seu vizinho, o irmão assembleano (não vou identifica-lo no momento, por razões jurídicas), assim que entrou nessa casa, o pai percebeu que sua filha saia de dentro de um dos cômodos ainda vestindo a roupa, aparentando muito nervosismo. O pai desconfiado a levou para casa e depois de uma forte pressão, a adolescente acabou confessando tudo o que se tinha passado nos cômodos da casa do acusado. Ele havia tocado em suas partes intimas. Além disso, ofereceu certa importância em dinheiro para ela ficar calada sobre os abusos. O acusado ainda procurou a família da vítima e fez algumas ameaças para que eles não fossem em frente com o caso. Inclusive, a esposa dele fez ligações para a mãe da vítima pedindo que deixasse isso de mão. A família da vítima, porém, não teve medo das ameaças, comunicou formalmente o ocorrido ao Conselho Tutelar de Poção de Pedras. O Conselho ouviu a menina, a família, considerou o caso gravíssimo e levou a delegacia no mesmo dia.


Tudo parecia bem encaminhado, mas houve uns percalços no caminho da investigação, vejamos:


O abuso ocorreu no dia 11 do mês corrente, mas estranhamente o acusado não foi ouvido nem pelo Conselho Tutelar e nem pelo delegado Washington, responsável pela Delegacia de Poção de Pedras.
As denúncias que o Blog recebeu fizeram a seguinte ligação entre as pessoas envolvidas nesse caso de pedofilia: o acusado é assembleano, a vítima é asembleana, duas conselheiras tutelares são assembleanas e o delegado é assembleano. Todos são, portanto, batizados nas águas!
Antes de entrar nesse mérito sobre um possível acobertamento, realizei algumas ligações telefônicas e veja as conclusões de que cheguei:


Nenhumas das pessoas com quem mantive contato por telefone, negaram que o abuso aconteceu. Todas estão cientes desse fato lamentável!


O delegado Washington me contou que o crime ocorreu na sexta, porém, a denúncia foi feita no sábado, quando não há expediente na delegacia. Por essa razão, o inquérito só começou no inicio da semana seguinte. O Delegado disse não ser conivente com o crime em questão, mas a delegacia tem muitos outros problemas que exige sua atenção. Ele se queixou, afirmando que conta com apenas três homens: um escrivão e dois policiais militares. Esse é o efetivo para cuida da segurança de 20 mil poçopedenses! Ele disse também que já ouviu cinco testemunhas do caso, inclusive no dia de ontem, ouviu à última testemunha e como o acusado não foi pego em fragrante, está em liberdade e que tem 30 dias para elaborar um inquérito sobre o caso.


O Conselho Tutelar está discutindo entre eles a forma mais adequada de deliberarem sobre esse caso. Alguns acham que o Conselho deveria ser mais enérgico, outros considera que o caso já foi entregue a delegacia. O certo é que a falta de uma postura mais enérgica dos conselheiros, acabou gerando dúvidas sobre a ação inexpressiva deles, dando margens à ideia de acobertamento.


Conversei com um dirigente da Igreja Assembleia de Deus, o irmão me disse que a igreja está sabedora do fato e que o irmão acusado de pedofilia não é um de seus dirigentes, é apenas um membro da Igreja, trabalha como vendedor e é proveniente da zona rural de Esperantinópolis. Fui informado também que o pastor presidente da Igreja, ficou escandalizado com o fato e fez uma apuração imediata para saber se outras meninas que mantinham contato com o acusado, sofreram os mesmos constrangimentos. E que ele, pastor Elias, exigiu punição imediata para o acusado. Essa atitude do pastor eu a classifico como um acalento no meio dessa história.


O certo é que o delegado vai cumprir o seu regimento de trinta dias para finalizar o inquérito que dirá se o acusado cometeu ou não o crime. Então, calculo que ele tem ainda vinte dias pela frente, tempo suficiente para o irmão evangélico “pegar o beco” e ir pregar o evangelho dele em outros confins da Terra.


Na minha cabeça fiquei imaginando se esse acusado fosse de outra denominação religiosa, um católico ou um praticante de cultos afros de Poção de Pedras. Será que ele também estaria em casa, tranquilo, sem nunca ter sido abordado pela polícia? Ou será que ele teria sido obrigado a desfilar de algemas pelas ruas de Poção de Pedras, sob os olhares reprovadores de todos nós e depois de uma boa disciplina, seria encaminhado para Pedreiras e ao ser atirado entre as onças vorazes que são os criminosos, um carcereiro anunciaria:


- Olha ai, rapaziada, um pedófilo que tava bulinando com uma menina em Poção de Pedras.






“Dura lex, sed lex”.


Independente de ser crente, descrente, católico ou mundano, vivemos num estado laico, ordenado por um belo sistema jurídico inspirado nas leis romanas. E de acordo com esse estado de direito, todos são iguais perante a lei, inclusive os irmãos santos da Assembleia de Deus. Cristo e alguns apóstolos foram martirizado dentro da Lei Romana, sob acusações de sedição, tumultos e práticas religiosas ilegais. Então, nenhum cristão pode se considera isento de sofrer as penalidades da lei, a não ser que se achem maiores do que Cristo e seus apóstolos. A lei é dura, porem é alei!


Conselho Tutela e delegacia não são tribunais, não tem o poder de abrir precedentes jurídicos, mas...


Mas no caso de um crime dessa natureza voltar a se repetir em Poção de Pedras, a família do acusado poderá exigir do delegado, argumentando que ele demore os mesmos trinta dias para dar o seu parecer sobre a acusação, não precisar ouvir o acusado e ter outras regalias que o irmão espiritual está agora usufruindo.


Um crime dessa natureza pode acarretar numa pena de até 15 anos de reclusão. Os danos não apenas físicos, os traumas psicológicos numa crianças são para o resto da vida dela. Xuxa, no último domingo, falando num quadro do Fantástico, revelou que sofreu abusos sexuais até os 13 anos. Na reportagem ela não disse que foi forçada, mas deixa claro que cedeu aos aliciamentos. E depois dos abusos, ela sentia-se uma pessoa suja, ruim e culpada. A adolescente, uma crente de nossa Assembleia de Deus, foi até a casa do acusado, cedeu aos atos libidinosos, mas e depois? Como ela está agora, o que sente, e como enfrentará os olhares do resto da população? É por isso que a lei, de forma bem acertada, deixa claro que manter relação sexual com menores de idade é crime, mesmo com o consentimento da vítima. Esses menores, imaturos, não tem como conceber a ideia do mal que estão causando a si mesmos. Nossa Rainha dos Baixinhos, demonstrou durante a tortuosa entrevista que não se esqueceu dos abusos que sofrera. Espero que com essa reportagem, em que ela externou o seu sofrimento, finalmente consiga seguir a vida e se realize com um belo casamento. Eu espero isso, por que sempre serei fãzão dela.


Quanto a adolescente, esperamos toda atenção dos nossos organismos públicos e religiosos, da família, do povo de nossa cidade, para que ela tenha apoio psicólogo necessário, o carinho de nossa comunidade para superar os possíveis traumas.


Quanto a situação do acusado, vejo a necessidade da promotoria entrar no caso.

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