Em Cuiabá, acupuntura ainda é praticada por quem não é médico

Os médicos alegam que a acupuntura trata doenças e o diagnóstico deve ser feito pela categoria

IlustraçãoA técnica oriental ainda não tem uma regulamentação específica no país.A técnica oriental ainda não tem uma regulamentação específica no país.
THIAGO ITACARAMBY

Um mês após a decisão do Tribunal Federal Regional da 1ª Região, segundo a qual profissionais como fisioterapeutas, psicólogos e farmacêuticos não poderiam praticar a acupuntura, em Cuiabá pouca coisa mudou na prática. Segundo o presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9), Elias Nasrala Neto, os profissionais que têm a especialização necessária podem continuar praticando a acupuntura sem nenhum problema.

A situação é contraria a ação movida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Para o conselho, a acupuntura trata doenças e o diagnóstico e o tratamento de enfermidades no Brasil são atividades médicas. Desde 2001, o CFM pedia a anulação de resoluções anteriores que permitiam que demais profissionais fizessem aplicações de acupuntura.

De acordo com o presidente do Crefito-9, Elias Nasrala Neto, a atividade não possui regulamentação específica no país para dizer se ela é de uma ou outra categoria.  “A decisão em si não é definitiva e foi uma posição do Tribunal contra uma decisão do Supremo Tribunal Federal”, comentou.

Nasrala comentou que é para realização das sessões é preciso curso de especialização de até 1,2 mil horas. “A acupuntura é uma técnica oriental, portanto não é uma profissão, que pode sim ser feita por qualquer profissional habilitado”, disse o presidente do Conselho de Fisioterapia.

No entendimento do presidente do Crefito-9, a atividade não trata apenas dores e, consequentemente doenças que precisam ser diagnosticadas por médicos. Ele disse que a técnica também o bem-estar dos pacientes e pode ser usada, por exemplo, para manter o equilíbrio. “É algo que vem sendo mal interpretado por diversos profissionais por restringir a prática aos profissionais devidamente habilitados”, posicionou.

A presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), Dalva Alves das Neves, não foi localizada pelo site para tratar do assunto. A informação é de que ela estava em viagem ao interior do Estado.http://reportermt.com.br/cotidiano/noticia/18528

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