Welington Sabino, repórter do GD
Um caso de estupro envolvendo um índio da etnia Kayabi que violentava a filha há 3 anos em Juara (709 Km a médio-norte de Cuiabá) chama a atenção pela barbaridade e pela rapidez do delegado Carlos Henrique Engelmann, que garante que concluiu o inquérito em 24 horas. Devido a agilidade do delegado, o acusado Valdecir Kayabi, 32, está preso há cerca de 15 dias e nesta quarta-feira (05) tentou se matar dentro da Cadeia Pública de Juara utilizando um relógio para cortar o pescoço. Seu estado de saúde é considerado grave e ele continua internado no Hospital Municipal da cidade, vigiado pela Polícia.
Conforme o delegado, as denúncias chegaram até ele por meio da comunidade indígena que ao saber da violência de Valdecir contra a filha hoje com 13 anos, ficou estarrecida. Na aldeia, que fica na zona rural de Juara, moram cerca de 10 famílias. Engelmann foi até a aldeia e levou a vítima, mãe e acusado para a delegacia, onde todos confessaram o fato, inclusive o acusado que garantiu que sentia atração pela filha.
Ele relatou ao delegado que a relação sexual era praticada dentro da própria casa e também no meio do mato. A mãe da garota informou que tomou conhecimento do fato há cerca de 1 meses, mas o acusado prometeu que não abusaria mais da filha. A mãe não foi denunciada segundo Engelmann, porque apenas soube do fato há poucos dias, mas não foi conivente. O casal tem outra filha de 9 anos, mas não há indícios de que ela também poderia ter sido violentada.
O delegado conta que no mesmo dia representou pela prisão preventiva do acusado, que foi deferida pela juíza da 1ª Vara Criminal de Juara, Rosângela Zancarkim. Valdecir foi levado para o presídio há duas semanas e até tentar se matar nesta quarta-feira. O inquérito, concluído em tempo recorde, já foi encaminhado para o Ministério Público Estadual (MPE) que segundo o delegado já ofereceu denúncia na Justiça.
Apesar do fato envolver indígenas, nenhum servidor da Fundação Nacional do Índio (Funai) acompanhou o inquérito e indiciamento do acusado. Engelmann garante que o fato chegou ao conhecimento da Funai, mas segundo ele, não existe a obrigação de que o órgão acompanhe qualquer inquérito envolvendo índios.






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