O delegado Rodrigo Manhães participa da campanha Proteja Nossas Crianças, no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e AdolescentesDA REDAÇÂO – Nessa sexta-feira (18), Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, foi realizada no Vale do Aço a campanha Proteja Nossas Crianças. Com participação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), do Sindcomércio (Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Bens e Serviços do Vale do Aço), ONBs e a Polícia Militar, foram realizadas 13 blitze educativas, além de caminhadas e manifestações em Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo e Santana do Paraíso.
O delegado Rodrigo Manhães, plantonista da 1ª DRPC de Ipatinga, participa a três anos da campanha. Ele conversou com o jornal Vale do Aço sobre o trabalho da campanha e suas expectativas. Segundo ele, a continuação da campanha fortalece a mobilização para proteção e defesa de crianças e adolescentes. “Nossa luta é contra os maus tratos, contra a exploração sexual, contra todo tipo de violência que tem assolado nossas crianças e adolescentes. Estou aqui como cidadão, engajado nessa luta, sempre buscando a preservação e a proteção das nossas crianças” relatou Rodrigo.
De acordo com ele, a seriedade do trabalho tem feito com que as empresas se aproximem cada vez mais da campanha. “Tivemos um aumento considerado de parceiros, empresas da nossa região unindo forças, dando as mãos para que esse trabalho de frutos. Várias igrejas também abraçaram a causa, porque têm visto a importância desse trabalho. Cada vez mais é necessária a participação da sociedade, para que as nossas crianças tenham seus direitos preservados, acabando, de uma vez por todas, com essa onda de violência contra elas”
“Nos anos anteriores a campanha foi feita nas rodovias federais que cortam o Vale do Aço, esse ano nós fizemos uma abordagem diferente, mais dentro das cidades. Queremos alcançar outro público. Foram realizadas 13 blitz em pontos estratégicos nos centros urbanos e dentro dos bairros, para alcançar uma quantidade maior de pessoas. Apresentamos o telefone (0800 031 1119) onde se pode entrar em contato de forma totalmente anônima, para denunciar qualquer tipo de violência contra nossas crianças”, concluiu o delegado.
Rodovias mineiras no mapa da exploração sexual de menores
As rodovias mineiras abrigam a maior parte dos pontos de exploração sexual de menores no Brasil. Essa informação faz parte do mapeamento da Polícia Rodoviária Federal divulgado nesta sexta-feira (18). Nas estradas federais de todo o país são 1776 pontos de exploração sexual de menores, 252 deles em Minas Gerais.
O número total é 2,42% menor que no balanço anterior, 2010/2011, quando foram encontrados 1.820 locais de exploração sexual de crianças e adolescentes. A região mais crítica é o Centro-Oeste do país, com 398 pontos, seguida pelo Nordeste (371) e Norte (333). Segundo a polícia, 65,9% desses locais são considerados críticos ou com alto risco de vulnerabilidade.
Depois de Minas (252), Pará (208), Goiás (168), Santa Catarina (113) e Mato Grosso (112) são os estados considerados mais problemáticos. Seis rodovias do país BRs 230, 116, 101, 364, 153 e 163 – concentram quase metade (45,38%) dessa criminalidade. O relatório também revela que 65,8% desses pontos vulneráveis ficam dentro do perímetro urbano e pouco mais de um terço fica em áreas rurais.
Minas Gerais ocupa o 4º lugar no ranking nacional de denúncias envolvendo o abuso sexual de crianças e adolescentes, atrás somente da Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro. Nos primeiros quatro meses de 2012, foram registrados, por meio do Disque Direitos Humanos (Disque 100), 692 casos. O Estado mantém a mesma posição na lista em relação à exploração sexual, com 190 denúncias no mesmo período. A implementação e ampliação do serviço faz parte do conjunto de ações de combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, proposto pelo Governo Federal, que completa uma década sem muitos avanços.
Caso Araceli Cabrera Sanches
O 18 de maio foi escolhido como Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes pela Lei Federal 9970/00, em referência ao caso da menina Araceli Cabrera Sanches. Em 1973, numa sexta-feira 18 de maio, a menina, que tinha apenas oito anos, saiu de sua casa no Bairro Fátima, em Serra (ES), para ir à escola e nunca mais voltou. Ela foi espancada, torturada, drogada, violentada e morta. Teve partes da barriga, dos seios e da vagina dilaceradas com mordidas em uma orgia regada a cocaína e LSD. Seu corpo foi queimado com ácido e permaneceu durante mais de três anos na gaveta do Instituto Médico Legal de Vitória.
Os principais suspeitos pela morte de Araceli foram Dante de Brito Michelini e Paulo Constanteen Helal, ambos de famílias ricas, apontados na época como jovens consumidores de drogas e autores de violências contra meninas em Vitória (ES). Eles chegaram a ser presos em agosto de 1977, mas foram soltos em outubro do mesmo ano. Em 1980 os dois foram julgados e condenados, mas a sentença foi anulada. Em novo julgamento, realizado em 1991, eles foram absolvidos. O crime prescreveu.O caso de Araceli chocou o país, e nunca foi completamente esclarecido, mas se tornou símbolo contra esse tipo de violência.
Site de mais acesso de Combate a Exploração de MT:PROTEJA NOSSAS CRIANÇAS
maio 19, 2012
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