Pedofilia:Estupro:Abuso Sexual:Policia:Cuiabá:Número de atendimento a crianças cresce 19%

O atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência cresceu 19% no Creas. Os principais agressores são parentes de primeiro grau das vítimas. O tipo de agressão que mais aumentou foi a violência psicológica

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FOTO: FCO FONTENELE
Em 2011, 3.834 crianças e adolescentes vítimas de violência procuraram o Creas, número 19% maior que o ano anterior
A avó chegou à casa dos netos com tanta saudade, que nem se deteve nos detalhes. Tinha acabado de anoitecer, e ela correu para abraçar as três crianças. Elas estavam tensas. A mais nova, contava oito anos, a puxou para um canto: “O pai fez coisa errada comigo depois que bebeu”. A senhora estremeceu. Lembrou que saiu de casa, expulsa pelo filho alcoólico e violento. Levou a neta pra luz e viu marcas de agressão. Carregou os netos para um lugar seguro e, na delegacia, a menina foi encaminhada para um exame de corpo de delito, que confirmou o abuso sexual.

A história da menina, narrada pela profissional de Serviço Social do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) integra, agora, uma lista crescente no Ceará: a de crianças e adolescentes vítimas de violência, que procuram ajuda. Em 2010, 3.220 procuraram o Creas, único órgão estadual responsável pelo atendimento psicológico e acompanhamento de Serviço Social com vítimas de violência. Ano passado, o número foi de 3.834, um crescimento de 19%. Até março deste ano, um total de 822 crianças e adolescentes foram atendidas pelo o Creas.

O caso registrado na última segunda-feira, 7, quando uma jovem de 23 anos foi acusada ter assassinado a filha de 7 anos reascendeu a discussão: os principais agressores estão dentro do espaço socialmente considerado de proteção à criança, que é dentro de casa.

O número que mais chamou atenção nos dados enviados pelo Creas foi o do aumento considerável da violência psicológica sofrida. Em 2010, 403 crianças e adolescentes que procuraram o centro foram vítimas de violência psicológica. Em 201, a quantidade subiu para 621. “A maior incidência ainda está na violência física e negligencia familiar, mas os números de violência psicológicas nos surpreenderam”, considera Regiana Nogueira, coordenadora do Creas.

Segundo Talita Maciel, coordenadora e assessora jurídica do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca), a maioria dos agressores são os pais, padrastos, irmãos, ou seja, parentes do sexo masculino.“A gente não pode a partir de um caso específico para afirmar que houve mudança nesse aspecto. De maneira geral, há um aumento nos casos de violência contra criança e adolescente. E eu acho que isso se reflete a partir das relações familiares”.

Os números alarmantes podem indicar dois fatores: o primeiro é o crescimento dos casos de violência. O segundo, um maior estímulo de denúncias e busca de ajuda para os casos. Para Talita Maciel, apesar de não haver estudos que indiquem, é notório o crescimento dos maus tratos.

A assistente social do Creas, Socorro Andrade, indica que a criança passa a demostrar alguns sinais da violência física e sexual. “São principalmente mudanças comportamentais”.

O POVO entrou contato com a Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente para coletar dados sobre os maus tratos. A delegada Ivana Timbó não pôde atender à equipe de reportagem em nenhuma das oito ligações realizadas. O POVO também entrou em contato com o Fórum Clóvis Beviláqua e a assessoria informou que o número de processos só poderia ser fornecido na próxima semana.

ENTENDA A NOTÍCIA

O número de crianças e adolescentes vítimas de maus tratos, que buscou ajuda no Creas, cresceu nos últimos anos. Somente nos primeiros três meses de 2012, foram 822 casos atendidos. Boa parte das vítimas sofreu abuso e exploração sexual, segundo o Creas.

Saiba mais

O atendimento feito hoje pelo Creas era, na gestão de outros governos, realizado pelo Projeto Sentinela, de auxílio psicológico e social para crianças e adolescentes vítimas de exploração e abuso sexual. Com a extinção do projeto, o Creas assumiu a função e reuniu, num único espaço, todo o atendimento voltado à violência.

Sinais para identificar uma criança abusada sexualmente:

1. Interesse excessivo ou evitação de natureza sexual;

2. Problemas com o sono ou pesadelos;

3. Depressão ou isolamento;

4. Achar que têm o corpo sujo ou contaminado;

5. Ter medo de que haja algo de mal com seus genitais;

6. Negar-se a ir à escola,

7. Rebeldia , agressividade;

8. Terror e medo de algumas pessoas ou alguns lugares;

9. Respostas ilógicas quando perguntamos sobre alguma ferida em seus genitais.

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