Pedofilia:Estupro:Abuso Sexual:Policia:Cuiabá:Mulher passa Dia das Mães acampada em frente ao STF pedindo guarda da filha

Ela perdeu a guarda da filha para o ex-marido e o acusa de abuso sexual contra a menina
Paulo Mondego, do R7 | 13/05/2012 às 13h22

Paulo Mondego/R7
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Eliana März está acampada em frente ao STF e dorme na Praça dos Três Poderes desde a última quarta-feira (09)
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Eliana Aparecida Rodrigues März, 47 anos, está acampada em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal) desde a última quarta-feira (09) para conseguir a guarda da filha de volta. Ela perdeu a guarda da menina de 12 anos para o ex-marido alemão. De acordo com Eliana, a menina estaria sofrendo abuso sexual e maus tratos praticados pelo pai. O drama de Eliana começou em 1999 quando ela se casou com Johannes Josef März, 56 anos, em Starnberg na Alemanha. Ela conta que o ex-marido se transformou após o casamento e batia muito nela. Em uma das agressões que sofreu, foi internada vomitando sangue.
Três anos após o casamento, nasceu a filha Elena März portadora de síndrome de down. Cansada das agressões que sofria, Eliana resolveu se separar do marido e foi viver em outra casa na cidade onde se casou na Alemanha. Mesmo assim sofria constantes ameaças do ex-marido.
Segundo Eliana, todas as agressões foram registradas na polícia alemã que não parecia acreditar na versão dela. Em uma das vezes que foi denunciar o ex-marido por ter quebrado o dedo dela, Eliana conta que passou horas embaixo do sol dentro do departamento policial de Starnberg, sem beber nem comer. Ao final do depoimento que deu, a polícia se recusou a dar uma cópia do relato e mulher teve que ameaçar recorrer à imprensa para receber o documento. – A polícia alemã nunca deu crédito às minhas denúncias. Em uma das vezes que denunciei por ter sido espancada, o policial disse que meu processo seria arquivado porque 90% das mulheres retiram a queixa. Mas eu fazia parte dos 10% que queria que ele fosse punido, mas até hoje ele continua sem nenhuma culpa.
Eliana acusa o ex-marido de abusar da filha sexualmente e de fazer parte de uma rede de pedofilia. Durante o período em que viveu na Alemanha, a menina ia visitar o pai periodicamente. Numa dessas visitas, Eliana relatou que a menina contou à mãe que o pai a batia e a levou para uma festa onde só havia homens.
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Todos os relatos da menina foram registrados na polícia, que segundo Eliana, nada fez. Em das ocasiões que denunciou o marido, a polícia alemã aconselhou a mulher esquecer a história e cuidar da filha dela.
Sem acreditar nas autoridades alemãs, Eliana veio para o Brasil com a filha para cidade onde mora em Jundiaí (SP). No dia 21 de janeiro deste ano, o pai da garota veio ao Brasil com documento da justiça alemã que dava a guarda da menina a ele. Segundo Eliana, a justiça de São Paulo deu a guarda da menina ao pai que a levou embora para Alemanha.
– Eu nunca vi nada igual. Chegaram em minha casa com 11 viaturas da polícia e arrancaram a menina de mim aos prantos. Ela passou 40 dias aqui no Brasil com pai e não pude vê-la nenhum dia. Ela foi embora sem abrir os presentes de natal que estava embaixo da árvore.
Eliana agora quer recebida pelo ministro Carlos Ayres Britto, presidente do Supremo Tribunal Federal. Ela tem esperança de que a justiça brasileira possa dar a ela a guarda da menina de volta. Desde que foi levada, a mãe só conseguiu falar com ela uma vez por telefone. De acordo com a mãe, a menina chorou muito e foi impedida pelo pai de continuar falando ao telefone.
O chefe de gabinete do Supremo Tribunal Federal já conversou com Eliana e pediu para formalizar o pedido para ser recebida pelo presidente da corte. O Ministério das Relações Exteriores informou que já pediu em caráter de urgência um funcionário do consulado em Munique, na Alemanha, para fazer uma visitar consular a menina. Ainda de acordo com o Palácio do Itamaraty, o consulado vai avaliar as condições em que a menina está vivendo e deve dar notícias a mãe.
A assessoria do Ministério informou também que como existe uma decisão na justiça brasileira que dá a guarda da menina ao pai, é preciso respeitar essa decisão até que haja outra determinação.
 

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