Pedofilia:Estupro:Abuso Sexual:Policia:Cuiabá:Filha da vítima terá assistência psicológica


Duplo homicídio ocorrido na terça-feira em Nova Parnamirim chocou Natal. Foto: Carlos Santos/DN/D.A Press Uma menina de apenas 10 anos e que pode ter visto a mãe e a avó sendo mortas cruelmente. É com esse trauma que um profissional da psicologia contratado pelo Estado irá lidar no tratamento da filha da a estudante Tatiana Cristina Cruz de Oliveira, 36, e a mãe dessa, a aposentada Olga Cruz de Oliveira Lima, 61, assassinadas no início da semana em Nova Parnamirim. A garota iniciou ontem a assistência psicológica providenciada pela promotoria da Vara da Infância e Juventude de Parnamirim.

A promotora Isabelita Garcia ressalta a importância do Estado em proteger e providenciar o acompanhamento e o auxílio psicológico a essa criança, que é a principal testemunha no duplo homicídio registrado em Nova Parnamirim. "O Ministério Público, como instituição, tem o dever de dar esse respaldo e fazer o acompanhamento, protegendo-a e resguardando a integridade física e mental dessa menina". Segundo ela, o psicólogo, cuja identidade foi mantida sob sigilo, irá trabalhar tanto a questão da violência sofrida pela garota, como também o trauma de ter presenciado a barbárie contra sua mãe e avó e fazer a coleta de dados que possam contribuir com a investigação do crime.

Isabelita Garcia explica ainda que o trabalho do psicólogo terá todo o cuidado ao colher informações da criança a cerca do crime, pois existe a preocupação com o dano psicológico que ela já vem sofrendo. "Tudo será feito com cautela, pois, em uma situação como essa, todas as vezes que se aborda o crime, mais sofrimento é causado a ela em reviver as cenas de crueldade".

Ainda conforme a promotora, apesar de a criança estar com familiares, está recebendo todo o apoio do Estado. Ela acredita que a menina ainda não retornou aos estudos, "pois toda a família mesmo está bastante abalada com o que aconteceu. Acho que eles só conseguirão voltar à rotina que tinham antes do crime com o passar do tempo, quando esse clima pesado dos primeiros dias passar".

Defesa
O comportamento da filha de Tatiana, de aparentemente não se lembrar daviolência que presenciou e sofreu, chamou a atenção até mesmo dos vizinhos que a socorreram. No entanto, segundo a psiquiatra Dânia Barbosa, isso pode ter sido um mecanismo de defesa da mente da menina diante de tamanho sofrimento. "A criança da idade dela ainda não tem a estrutura psicológica completamente formada para absorver um choque desse nível, então, o cérebro dela reage, esquecendo o que aconteceu".

Dânia Barbosa explica que a gravidade desse tipo de choque acaba ativando no cérebro da criança alguns mecanismos de defesa. Entre eles, a negação do fato. "A mente da criança não consegue entender o que sofreu e até apaga as lembranças do que viu. Ela chega a pensar que a mãe viajou e vai voltar logo, porque ver a mãe ser assassinada na sua frente é uma informação muito pesada para ela absorver".

A psiquiatra ressalta que o acompanhamento psicológico, sobretudo no sentido de se obter informações sobre o crime, deve ser cercado de cautelas e obedecer técnicas para que a criança não sofra tanto ao relembrar as cenas de crueldade. "O profissional precisa traduzir para o nível de entendimento da menina para que ela se lembre e relate o fato sem maiores danos a si mesma". Dânia Barbosa adverte ainda para os problemas que a filha de Tatiana possa vir a adquirir caso não receba o tratamento adequado. "Ela pode acabar sofrendo de diversos problemas, como estresse pós-traumático, síndrome do pânico, depressão até mesmo ter surtos psicóticos e alucinações. O profissional que lidar com ela tem que saber até que ponto deve trabalhar para não agravar o trauma dela".

A assessoria de comunicação da Polícia Civil anunciou ainda no início da noite da última quinta-feira que, por determinação do delegado geral, Fábio Rogério, ninguém da polícia está mais autorizado a falar sobre as investigações até que seja preso algum acusado. O argumento é de que não haja mais divulgação de detalhes do que vem sendo apurado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Parnamirim que possam atrapalhar as investigações.

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