PEDOFILIA:Acusados de pedofilia se apresentam ao juiz pela primeira vez

Audiência de instrução foi redesignada para o dia 28, pois uma vítima faltou



CARATINGA – Depois de 123 dias presos, os acusados de pedofilia Cláudio Rogério Alves “Maguila”, 50 anos; Wanderlei dos Reis Paulino, 44, conhecido como “Wanderlei da Funerária”; David Henrique Cristóvão Serra, 23, Fábio Mafra da Fonseca, 43, João Vieira de Carvalho, conhecido como João Maranhão e Celso Nunes Pereira, 46, foram levados ao Fórum Desembargador Faria e Souza para a audiência de instrução e julgamento, que teve por objetivo a colheita de provas judiciais, que foram os depoimentos das testemunhas de acusação, de defesa, em que cada réu poderia apresentar cinco e depois dos acusados.

A audiência começou por volta das 9h, conduzida pelo juiz Walter Zwicker Esbaille Júnior e teve a participação da promotora Vanessa Andrade.

Uma hora antes chegaram ao fórum, os detentos Maguila, Wanderlei, David e Fábio. Celso que está preso em Ipatinga, não compareceu por causa de surto de virose registrado no presídio de lá que estaria contaminando a todos, causando inclusive mortes; sua presença aqui poderia gerar algum risco.

Os advogados de defesa foram Max Capella Araújo, Alexsandro Vítor de Almeida, Tiago Figueira e André Gustavo Costa Magalhães Pinto.

O advogado Max disse que a audiência de instrução teria que ter acontecido no prazo de 120 dias após a prisão, mas como o período legal extrapolou, pediu o relaxamento de prisão, o que daria aos acusados o direito de responder ao processo em liberdade. Além disso, todos os advogados trabalharam com a tese de negativa de autoria, por não existir provas suficientes.

O advogado de Maguila, Alexsandro Vítor, explicou que o processo corre em segredo de justiça, mas ressaltou que em sua percepção não está confirmada a autoria, já que “há meros indícios que não provam nada”.



REDESIGNAÇÃO DA AUDIÊNCIA


Celso está preso em Ipatinga e não compareceu por conta de uma infecção causada por virose



Depois de cinco horas de audiência, por volta das 14h, o juiz Walter parou a audiência e a redesignou para o próximo dia 28, já que uma vítima, que seria muito importante para o caso, não compareceu.

As cinco vítimas que prestaram depoimento, de acordo com o advogado Max Capella, negaram tudo em juízo.

O pedido de relaxamento da prisão foi indeferido pelo juiz, que alegou ter passado alguns dias do prazo por culpa da defesa. Agora os advogados entrarão com o pedido de habeas corpus.

Os acusados saíram do fórum por volta das 14h30, escoltados pelos agentes penitenciários e não falaram com a imprensa.



RELEMBRE O CASO

No dia 13 de janeiro, a Polícia Civil realizou a operação Contra-ataque, onde seis homens foram presos acusados de participarem de uma rede de pedofilia. A operação foi comandada pela delegada Nayara Travassos.

Os acusados são Cláudio Rogério Alves, “Maguila”, 50 anos; Wanderlei dos Reis Paulino, 44, conhecido como “Wanderlei da Funerária”; e David Henrique Cristóvão Serra, 23, moradores de Caratinga. Fábio Mafra da Fonseca, 43, e Leonardo Hebert Brandão da Cruz, 32, de Santa Bárbara do Leste; e Celso Nunes Pereira, 46, de Ubaporanga.

Na ação, os policiais apreenderam seis computadores, celulares, preservativos, gel lubrificante, DVDs e revistas pornográficas. Foram encontradas também várias carteiras de identidade, que, segundo a Polícia Civil, seriam de menores de idade. O acusado “Maguila” é bastante conhecido na cidade, por ser treinador e olheiro de futebol. Também trabalhava no Departamento de Esportes da Secretaria Municipal de Cultura, organizando campeonatos de futebol. Um dos jogadores descobertos por Maguila foi Jones Carioca, que hoje joga profissionalmente no time do Bahia.







Celso está preso em Ipatinga e não compareceu por conta de uma infecção causada por viroseAGNALDO TIMÓTEO



O cantor e vereador em São Paulo, Agnaldo Timóteo prestou depoimento sobre o caso em Caratinga no dia 26, como testemunha.

O treinador Maguila era amigo de Timóteo e esteve na casa do artista, no Rio de Janeiro, com duas crianças suspeitas de serem vítimas da quadrilha.

No depoimento de Timóteo, ele negou qualquer envolvimento no caso e disse que não sabia desta investigação contra o amigo. Logo depois de prestar esclarecimentos, o cantor disse à imprensa que apenas o ajudava, apoiando financeiramente os testes de futebol dos garotos. “Ele jamais disse uma só palavra que pudesse representar desrespeito para os seus atletas. Eu ajudo, sempre que ele pede, eu ajudo. E eu sempre posso, graças a Deus”, disse Timóteo, referindo-se ao comportamento do treinador.

Em março Agnaldo Timóteo começou a ser investigado como acusado no processo. A promotora Flávia Alcântara anunciou a abertura de inquérito para investigar a denúncia de sua possível participação no esquema de pedofilia. A notícia repercutiu nacionalmente e o cantor sempre negou tudo.

Na audiência de ontem, de acordo com o juiz Walter, o cantor não foi convidado a depor.









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