"Não podemos obrigar ninguém a falar, senão vira tortura", diz senador
Agência Senado
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Para senador, CPI deve se pautar em documento, e não focar só em depoimentos
LAÍSE LUCATELLI
DA REDAÇÃO
Para o senador Pedro Taques (PDT), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os negócios ilegais de Carlinhos Cachoeira deveria se pautar pela análise de documentos, em vez de focar nos depoimentos.DA REDAÇÃO
O senador mato-grossense, que é membro da CPI, reprovou o espetáculo em que se transformou a sessão da tarde desta terça-feira (22), com o (ou a falta de) depoimento do bicheiro.
"Essa sessão não pode se tornar uma piada. Não estamos aqui diante de um filme americano, no qual o réu confessará tudo. Ele (Cachoeira) não irá confessar nada. Ele está muito bem assessorado, pelo ex-ministro Márcio Thomaz Bastos”, declarou Taques durante a sessão da CPI, no Congresso Nacional. Bastos é ex-ministro da Justiça.
O senador lembrou que os outros suspeitos podem fazer como o próprio Cachoeira na tarde de hoje e se calarem ,diante dos deputados e senadores.
O bicheiro se valeu de prerrogativa constitucional de “permanecer em silêncio” e “não produzir provas contra si”. (Leia mais sobre o depoimento AQUI)
“Ele exerceu o direito dele. Não podemos obrigar ninguém a falar, senão vira tortura”, analisou o senador, em entrevista o MidiaNews. “Os documentos é que vão provar os atos ilícitos”, completou.
O senador ressaltou que defendeu a votação das quebras de sigilos bancário, fiscal e telefônico de todos os envolvidos, além da Construtora Delta, ligada ao bicheiro.
“Mas, os requerimentos só serão avaliados no dia 5 de junho, em uma reunião administrativa. Falta muito tempo, isso tudo já deveria ter sido votado”, reclamou Taques.






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