Construtora faz asfalto e coleta de lixo; Governo do Estado antecipou auditoria
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Prefeito Chico Galindo mudou de ideia e mandou auditar contratos da Delta com o Alencastro
LAÍSE LUCATELLI
DA REDAÇÃO
O prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB), resolveu seguir os passos do governador Silval Barbosa (PMDB) e mandou auditar os contratos que a Delta Construções firmou com o município, e que somam cerca de R$ 70 milhões.
Em reunião com o presidente do TCE, conselheiro José Carlos Novelli, na tarde de quinta-feira (3), Galindo formalizou o pedido para que os contratos passem por auditoria. Ele encaminhou cópias dos dois contratos para análise do TCE.
Desde janeiro do ano passado, está em vigor o contrato da Delta para a coleta de lixo, em que prefeitura paga pela locação de 30 caminhões coletores, com motorista. O valor é de R$ 15,4 milhões.
O outro contrato é para a primeira etapa do programa Poeira Zero, no valor de R$ 54 milhões, que prevê a execução de serviços de pavimentação e drenagem de águas pluviais, somando 35,71 km de asfalto, em 24 bairros da Capital.
Os bairros abrangidos por esse contrato são: Bela Vista, Bosque da Saúde, Campo Verde de Esperança, Canjica, Carumbé, Cidade Verde, Getúlio Vargas, Jardim Aclimação, Jardim Califórnia, Jardim Guanabara, Nossa Senhora Aparecida, Nova Esperança, Novo Horizonte, Novo Tempo, Novo Terceiro, Oito de Abril, Pascoal Ramos, Parque Amperco, Parque Cuiabá, Parque Ohara, Recanto dos Pássaros, Sol Nascente, Santa Angelita e Vila Flamboyant.
Mudança de postura
Na semana passada (30), durante o encontro estadual do PTB, Galindo havia afirmado ao MidiaNewsque não tinha nenhum dúvida quanto à lisura dos contratos firmados com a Delta, e que não tinha intenção de fazer auditoria.
“Faz auditoria quem tem dúvida. Eu não tenho dúvida. Minha equipe é extremamente técnica. O contrato [para o Poeira Zero] foi feito em uma concorrência pública, em que 11 empresas participaram, inclusive, a Petrobras. Eu abro auditoria e encerro o contrato, se ela [Delta] não cumprir o que está estabelecido no edital. Se houve qualquer desvio, eu não desculpo, eu cancelo”, declarou o prefeito, na ocasião.
Segundo a nota enviada pela assessoria do TCE, a decisão foi tomada “ante a eminência de risco ao erário em razão da disposição da Controladoria Geral da União (CGU) em considerar a empresa inidônea para contratar o setor público”.
O presidente do TCE, José Carlos Novelli, já determinou a formação de uma força-tarefa, com membros das seis relatorias existentes no órgão, para realizar uma ampla auditoria em todos os contratos da empresa com órgãos públicos municipais e estaduais jurisdicionados da instituição.
As investigações foram motivadas pelas denúncias de envolvimento da empresa com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, e as suspeitas de favorecimento em licitações.
Governo do Estado
O Governo do Estado possui apenas um contrato com a Delta, cujo objeto é a locação de veículos para a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), e está em vigência desde 2009.
No ano passado, o Palácio Paiaguás empenhou R$ 20 milhões para pagamento à empresa.
Silval disse que decidiu se antecipar, e pedir as auditorias, para evitar “especulações”.






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