PEDOFILIA MT:Advogado acusado de pedofilia tem pedido de reconsideração da prisão negado


Lilian Rambaldi
Especial para o UOL Notícias
Em Bauru
Acaba de ser negado o pedido de reconsideração da prisão preventiva do advogado Sandro Fernandes e sua mulher, Fernanda Fernandes. Ele é acusado de ter abusado sexualmente da filha, do filho, de uma sobrinha e da cunhada. A decisão, aguardada pela defesa desde segunda-feira (3), foi dada pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Bauru, no interior de São Paulo, Jaime Ferreira Menino, o mesmo que decretou a prisão do casal na última sexta-feira (30).
A demora na decisão se deu devido a novos documentos anexados pela defesa ao processo, que foram analisados pelo juiz. “Não podemos informar quais são esses documentos, pois o inquérito corre em sigilo”, disse um dos advogados. Porém, afirma que têm um grande peso e evidenciam parte das provas imprescindíveis.
Nesta semana, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou Sandro por atentado violento ao pudor e Fernanda como coautora. A delegada que cuida do caso, Priscila Alferes, e o promotor Hercules Sormani Neto dizem que a polícia não tem dúvidas de que os indiciados são autores dos crimes. "Os laudos psicológicos apontam que as vítimas não mentem", afirmou o promotor.
Na segunda-feira (3), a filha do casal desistiu da ação de indenização no valor de R$ 500 mil por danos morais. Sua advogada justificou dizendo que isso poderia dar uma impressão errada quanto à postura da garota, uma vez que ela não quer dinheiro, e sim ver o pai atrás das grades.
Sandro é um renomado advogado de Bauru (cidade a 334 km de São Paulo) e foi denunciado pela filha, o filho, uma sobrinha e uma cunhada por abuso sexual. Sua mulher, Fernanda, teria sido conivente com as ações do marido.
Os dois se apresentaram à Delegacia da Mulher de Bauru na semana passada e, durante os depoimentos, foram surpreendidos com a prisão preventiva. “Tudo aconteceu às escondidas. Enquanto tomava-se o tempo da defesa, se fez um pedido de prisão dizendo que o casal estaria predisposto a não se submeter a uma eventual decisão da Justiça”, diz, indignado, um dos advogados de defesa, Ricardo Ponzetto.
A defesa agora deve entrar com um habeas corpus para que os indiciados possam responder ao processo em liberdade. Enquanto isso, eles permanecem presos em cidades próximas: ele em uma penitenciária em Barra Bonita e ela, um presídio feminino em Avaí, ambas no interior de São Paulo

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