Izabela Andrade
Redação 24 Horas News
Com uma dívida de R$ 6,3 milhões, e, em meio a uma conturbada eleição para escolha do próximo presidente, a Estação Primeira de Mangueira, uma das escolas de samba mais tradicionais do carnaval carioca – e ícone dos festejos no Brasil - aportou em terras mato-grossenses para lançar o samba-enredo de 2013: “Cuiabá – Um Paraíso no Centro da América”. O valor do contrato até o momento está orçado em R$ 3,6 milhões. Deste total a contrapartida da Prefeitura será de R$ 1,6 milhão. O restante virá da iniciativa privada (inclusive pela Lei Rouanet), divididos em quatro cotas de R$ 500 mil.
Cuiabá atravessou o samba, se assim pode-se dizer, em todos os sentidos. De um lado, a questão envolvendo a própria municipalidade. De outro, a surpresa dos integrantes da verde e rosa. A decisão pela Capital do Estado de Mato Grosso chocou, já que todos esperavam que a Mangueira fosse homenagear José Bispo Clementino dos Santos, o velho Jamelão, um dos mais renomados puxadores de samba da escola. No próximo ano será celebrado, o centenário do baluarte e intérprete da escola.
Por aqui, o cunho é mais político. Chico Galindo viu na parceria com a Mangueira a “oportunidade ímpar” de divulgar Cuiabá e, de quebra, agradar a cuiabania que é reticente a sua gestão e quem sabe garantir sua reeleição, e o que é melhor com a prospecção de retorno financeiro. Afinal, no Carnaval há presença de mídia estrangeira e nacional, e espectadores de 170 países.
O momento é ruim. Apesar do marketing mais agressivo, Cuiabá enfrenta vários problemas de ordem estrutural. No Rio de Janeiro, no reduto da Mangueira, também. Lá corre a informação que diante das divergências envolvendo a escola e o presidente Ivo Meirelles, o Carnaval da verde e rosa estaria comprometido devido demora na escolha do enredo e a falta de recursos. Ivo Meirelles em seu blog reconhece que há necessidade de um enredo patrocinado, como oportunidade de ter dinheiro em caixa, visando à reestruturação da escola.
Sabendo disso, Meirelles previu que a escolha por Cuiabá seria alvo de críticas. “Em breve surgirão alguns corneteiros que sem saber do conteúdo histórico desse lugar, destilarão seu veneno. Se correr o bicho te pega, se ficar o bicho te come... A vida é assim!” disse.
Mas, nem mesmo a crise instaurada na Estação Primeira de Mangueira, foi suficiente barrar o acordo findado com a Prefeitura de Cuiabá. É a lei da procura e da oferta. Muito animado, Ivo Meirelles decidiu arregaçar as mangas e trabalhar e encontrou no prefeito Chico Galindo um patrocinador em potencial. Há dois meses, o secretário de Comunicação Carlos Brito negocia com representantes da agremiação.
Com o patrocínio fechado, Cuiabá será enredo. Os recursos são considerados ínfimos, embora seja de conhecimento público que as grandes escolas de samba do Rio de Janeiro, não desfilam na Avenida Marques de Sapucaí por menos de R$ 10 milhões, isso em se tratando de enredo patrocinado.
"É um investimento para a promoção da nossa cidade e do nosso Estado. É natural que a Prefeitura contribua com uma parte dos recursos. Vamos procurar também o apoio do Governo do Estado e da Assembleia Legislativa. Queremos Cuiabá no roteiro mundial de turismo e negócios”, informou o prefeito.
Vale ressaltar que a última localidade cantada pela Mangueira foi Recife sobre os 100 anos do frevo, de lá pra cá os demais sambas retrataram as histórias do famoso morro carioca, como, por exemplo, no enredo sobre Nelson Cavaquinho e também falando do Cacique de Ramos.






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