Gisa Barros se destaca na Câmara com postura firme, independente e em defesa da população

Vereadora mantém coerência, fiscaliza o Executivo e se posiciona contra o inchaço da máquina pública

João Batista destaca atuação de Daniel Monteiro: “O vereador mais técnico e atuante de Mato Grosso”

vereador Daniel Monteiro, que vem se destacando por uma postura independente, técnica e coerente, especialmente nas discussões sobre políticas públicas e responsabilidade fiscal.

Ativista João Batista exalta Antonio Joaquim como patrimônio da educação em MT: “Referência ética, técnica e humana”

Professor e defensor dos direitos da infância destaca atuação exemplar do conselheiro do TCE-MT, que articula investimento histórico de R$ 120 milhões em creches no estado

Inviolabilidade do lar pode ser suspensa em caso de maus tratos a crianças, diz procurador

BRASÍLIA -Segundo ele, em casos de cerceamento de liberdade, maus tratos e exploração sexual desses jovens...

Agência Brasil
BRASÍLIA – A inviolabilidade do lar não é absoluta em casos de violação de direitos fundamentais de crianças e adolescentes vítimas de trabalho infantil doméstico, informou nesta quarta-feira (12) o coordenador nacional de combate à exploração do trabalho de crianças e adolescentes do Ministério Público do Trabalho (MPT), o procurador Rafael Marques. Segundo ele, em casos de cerceamento de liberdade, maus tratos e exploração sexual desses jovens – situações em que há, legalmente, a prática de um crime –, a inviolabilidade prevista na Constituição é suspensa para que as autoridades possam entrar na casa.

“Nesse momento, a inviolabilidade é suspensa e a autoridade pode entrar no domicílio. Portanto, a casa não é absolutamente inviolável. Há situações em que ela acaba por propiciar a flagrância do ato de ilicitude e a respectiva responsabilização”, disse Marques.

De acordo com ele, esses casos podem ocorrer se houver denúncia, por meio do Disque 100, – seguida dos devidos procedimentos, como a coleta de evidências e a verificação inicial de que há algum tipo de exploração de mão de obra infantil.

Legalmente, é considerado trabalho infantil toda prestação de serviço, remunerada ou não, no âmbito da casa da família ou de terceiros, em que a atividade traga prejuízos a outros direitos – como o de ir e vir e o de frequentar a escola. Caso as atividades domésticas, na própria casa, sejam feitas de forma colaborativa com os demais membros da família e não prejudiquem outras atividades, ela é considerada lícita.

Atualmente, o trabalho infantil pode ser punido de três formas: por meio de responsabilização administrativa, em forma de multa aplicada por auditores fiscais; civil, por meio do pagamento de verbas contratuais rescisórias decorrentes da relação de trabalho e de eventuais danos morais (como constrangimento) ou materiais (como acidentes ou doenças); e penal, quando há violação de direitos fundamentais.

Para o procurador, é importante que seja mantida a proibição do trabalho doméstico a menores de 18 anos, prevista no projeto de lei (PL) sobre os direitos dos empregados domésticos que tramita no Congresso.

“Foi duro fazer vingar a proibição do trabalho a menores de 18 anos de idade no PL. Foi uma intensa articulação. Por alguns momentos, pensamos que o Brasil poderia retroceder nesse sentido, especialmente em um ano crítico como este [em outubro de 2013, o Brasil sediará a Conferência Global sobre Trabalho Infantil]. Seria vexatório”, explicou Marques.

O representante do MPT participou hoje da divulgação do estudo do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPeti), O Trabalho Doméstico no Brasil, e do lançamento da campanha Tem Criança que Nunca Pode Ser Criança, em comemoração ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil.

Participaram do evento a secretária executiva do FNPeti, Isa de Oliveira; a presidenta do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Maria Izabel da Silva; a diretora-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Laís Abramo; e representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), dos ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e do Desenvolvimento Social (MDS); e da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra).

Para a secretária executiva do FNPeti, Isa de Oliveira, os resultados verificados no levantamento de dados são insuficientes. “ O Brasil é, no cenário internacional, uma referência, mas no, cenário nacional, é questionável. Nós somos capazes de propor estratégias, definir planos, mas estamos devendo em termos de uma execução que tenha resultados efetivos na vida das crianças”, disse Isa, sobre os dados dos últimos anos verificados pelo levantamento.

De acordo com a presidente do Conanda, Maria Isabel da Silva, isso se deve, em grande parte, às dificuldades de fiscalização. Para Maria Izabel, há de se fortalecer os conselhos tutelares e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) para que os profissionais identifiquem o trabalho infantil doméstico.

Um dos pontos destacados pela presidenta do Conanda foi a revogação do Artigo 248 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - que estabelece que a pessoa que receber em casa um menor para a prestação de serviço doméstico deve se apresentar a um juiz para regularizar a guarda, ainda que haja autorização dos pais ou de responsável legal.

“Esse artigo não faz mais sentido se isso [trabalho infantil doméstico] não é mais permitido. Precisamos discutir isso no Congresso”, disse. Desde 2008, a execução de atividades domésticas por crianças e adolescentes é considerada uma das piores formas de trabalho infantil.

Abrinq lança cartilha para alertar sobre trabalho infantil durante eventos

São Paulo – A Fundação Abrinq – Save the Children lançou hoje (12), na Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (Aceesp), na capital paulista, a cartilha Copa 2014 e Olimpíadas 2016 – Juntos na Proteção das Crianças e Adolescentes. A cartilha é parte da campanha Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil, que tem o objetivo de conscientizar a população sobre a necessidade de prevenir e denunciar a exploração de crianças e adolescentes em decorrência dos megaeventos esportivos no país. A campanha visa a evitar a prática não só durante as competições, mas também antes, no entorno das áreas que estão sendo preparadas para sediar os torneios.
De acordo com a gerente executiva da Fundação Abrinq, Tereza Cesário, as ações marcam o Dia Internacional de Combate à Exploração Infantil, e a cartilha mostra quais as formas de trabalho infantil que podem ser agravadas antes e durante as competições e como as pessoas e empresas podem auxiliar para que isso não ocorra. “Mostramos como denunciar pelos canais do conselho tutelar, nos municípios, Disk Denúncia 100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República”.
A cartilha foi distribuída para as empresas parceiras da Fundação Abrinq e para todos os cronistas esportivos do país. “Esperamos que a mensagem chegue em todos os locais do país a partir desta parceria com a Aceesp”. Além do lançamento da cartilha, o grupo fez uma mobilização rápida no vão livre do Masp para alertar a população, distribuiu panfletos e brindes esclarecendo quais as cadeias produtivas que podem agravar a questão do trabalho infantil.
Segundo Tereza, o Brasil tem 3,4 milhões de crianças e adolescentes na faixa dos 10 a 14 anos sendo exploradas pelo trabalho informal, exploração sexual comercial, plantio de drogas e o trabalho infantil doméstico.  “Os indicadores já têm demonstrado que cidades que sediarão os eventos estão tendo aumento da participação das crianças e adolescentes tanto no trabalho informal urbano como da exploração sexual que acontece no entorno dos canteiros de obras”.
A cartilha mostra que os setores que mais podem contribuir com o emprego do trabalho infantil no período da Copa do Mundo e das Olimpíadas são a construção civil (ajudantes de obras, limpeza, reciclagem de material de construção, empresas familiares de produção e entrega de marmitas, exploração sexual), transportes (nos aeroportos, como engraxates e distribuição de folhetos publicitários, nas rodoviárias como pedintes, na venda de alimentos e bebidas, na distribuição de folhetos turísticos).
De acordo com a publicação, podem ainda favorecer a exploração dos menores a rede de turismo (guias mirins, tráfico de drogas, exploração sexual, venda de material esportivo, alimentos e bebidas), comércio de rua (malabaristas, flanelinhas, lavadores de carros e distribuidores de folhetos), a indústria da confecção (confecção de materiais esportivos, roupas e calçados para operários da construção) e a rede de reciclagem (coleta de papéis, plásticos e latinhas de alumínio).
Tags: cartilha, cidadania, copa, do, infantil, mundo, olimpíadas, sobre, trabalho

Papa faz apelo contra 'fenômeno deplorável' que é a exploração de crianças no trabalho doméstico

VATICANO, VAT (Agência Brasil) - O papa Francisco lançou hoje um apelo contra a "exploração das crianças no trabalho doméstico", que classificou como um "fenômeno deplorável em crescimento constante".

"Há milhões de menores, na maioria meninas, que são vítimas desta forma escondida de exploração, que muitas vezes inclui abuso sexual, maus-tratos e discriminações", lamentou o papa, no final da sua audiência geral semanal perante cerca de 60.000 pessoas na praça da São Pedro, no Vaticano.

O papa, que falava a propósito do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, desejou "vivamente que a comunidade internacional possa tomar medidas cada vez mais eficazes para combater esta verdadeira praga. É uma verdadeira escravidão", exclamou.

"Todas as crianças devem poder brincar, estudar, rezar e crescer no seio das suas próprias famílias, num meio harmonioso, de amor e de serenidade: é o seu direito e é o nosso dever", afirmou, sublinhando que uma infância serena permite às crianças olhar com confiança a vida e o futuro.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima hoje em 10,5 milhões o número de crianças usadas em trabalho doméstico em todo o mundo, em condições de insegurança e até parecidas com a escravidão.

A agência da Organização das Nações Unidas para o trabalho disse que cerca de três quartos destas crianças são meninas e que 6,5 milhões destes trabalhadores domésticos têm entre 5 e 14 anos.

Em um relatório com 87 páginas, divulgado no âmbito do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, que se celebra hoje, a OIT diz que a situação mais preocupante é na África Subsaariana, em particular em países como Burkina Faso, Gana, Costa do Marfim e Mali, mas também destaca as situações de famílias rurais no Paquistão e Nepal, que são por vezes obrigadas a enviar os seus filhos para trabalhos domésticos como forma de pagarem dívidas.

Vulneráveis à violência física, psicológica e sexual e a condições de trabalho abusivas, acabam muitas vezes isoladas das suas famílias, escondidas do olhar público e muito dependentes dos seus empregadores. Muitas vezes, acrescenta ainda a OIT, acabam forçadas a prostituírem-se.

Campanha contra exploração do trabalho infantil incentiva denúncias

Dourados sai às ruas contra a exploração do trabalho infantil, neste Dia de Luta, em defesa dos Direitos Humanos e da Justiça Social. Uma ação mobiliza voluntários que estão com faixa na Avenida Marcelino Pires e na Praça Antônio João, conversando com a população.
 
Pedestres e condutores estão sendo abordados e recebem uma cartilha, elaborada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, contendo orientações e telefones para denúncias: 0800.647-0444 (Creas Dourados)/ 0800.647-7142 (Conselho Tutelar)/ (67) 3410.4000 (Procuradoria do Trabalho em Dourados).
 
A Guarda Municipal está monitorando o trânsito no trecho onde se desenvolve a campanha "Dourados contra o Trabalho Infantil".
 
Relatório divulgado ontem pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que mais de 15 milhões de crianças e adolescentes no mundo estão envolvidos em algum tipo de trabalho doméstico, remunerado ou não, na casa de terceiros.
 
 
O número corresponde a cerca de 30% de todos os empregados domésticos no mundo. Desse contingente de menores de 18 anos, 8,1 milhões executam atividades consideradas perigosas (52% do total) e cerca de 10,5 milhões não chegam a ter 16 anos. As meninas representam 73% das crianças e adolescentes que exercem tarefas domésticas.
 
De acordo com a OIT, o trabalho infantil faz que crianças e adolescentes se tornem vulneráveis à violência física, psicológica e sexual.
 
As atividades domésticas podem ser enquadradas entre as piores formas de trabalho infantil, segundo a Convenção 182 da OIT sobre o tema, por pressupor a execução de tarefas não adequadas à idade, penosas ou degradantes.
 
No Brasil, o decreto que estabelece as 89 piores formas de trabalho infantil cita o trabalho doméstico como uma delas.
 
Segundo a organização, o afastamento da família e a ausência de proteção jurídica encobre um “acordo de exploração”, que submete a criança a longas horas de trabalho, ausência de liberdade e situações de perigo.
 
Essa condição fictícia de membro da família faz que a fiscalização e a constatação da existência do trabalho infantil sejam praticamente inviabilizadas.
 
Sem fiscalização específica no Brasil
 
No Brasil, por exemplo, não há nenhum tipo de legislação diferenciada para a fiscalização de casos de exploração de mão de obra no âmbito doméstico – tanto infantil quanto adulto.
 
A inspeção em domicílios é dificultada pela inviolabilidade do lar, prevista na Constituição Federal. Um fiscal do trabalho só pode entrar em uma casa com autorização judicial e acompanhado pelo proprietário.
 
Caso a pessoa seja, de fato, culpada, a probabilidade de se permitir a fiscalização é quase inexistente.
 
No projeto de lei (PL) sobre os direitos dos empregados domésticos, recentemente aprovado pela comissão mista de parlamentares no Congresso – que segue para votação nos plenários da Câmara e do Senado –, tentou-se incluir um regime de fiscalização diferenciado em casos de exploração de mão de obra infantil.
 
A cláusula, no entanto, não teve o respaldo dos senadores e deputados, que optaram por manter o que estabelece a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) – que é a legislação seguida atualmente.
 
Se o projeto for aprovado, o trabalho doméstico será proibido para menores de 18 anos. Atualmente, ele é oficialmente permitido para maiores de 14 anos, em regime de aprendizado, e para maiores de 16, se a atividade exercida não comprometer os estudos, nem for exaustiva, perigosa e noturna.
 
Estimativas sobre trabalho infantil doméstico no mundo: 
 
* Faixa etária dos 5-11 anos 3,5 milhões
 
meninos 1,4 milhões (40,7%)
 
meninas mais de 2 milhões (59,3%)
 
*12-14 anos 3,8 milhões
 
meninos mais de 1 milhão (27,6%)
 
meninas 2,8 milhões (72,4%)
 
*15-17 anos 8,1 milhões
 
meninos 1,6 milhões (20,8%)
 
meninas 6,4 milhões (79,2%)
 
*Total 15,5 milhões
 
meninos 4,1 milhões (27%)
 
meninas 11,3 milhões (73%)
 
(com informações da Organização Internacional do Trabalho)

Ministério Público pede indenização de R$ 300 mil à dona do bar “Escondidinho” em Pombal

Ministério Público pede indenização de R$ 300 mil à dona do bar “Escondidinho” em Pombal

Após denúncia de aliciamento de exploração sexual de crianças e adolescentes e prisão em flagrante, o Ministério Público do Trabalho em Patos moveu ação civil pública contra a proprietária do estabelecimento “O Escondidinho”, em Pombal.

O bar, de acordo com a denúncia, funcionava como uma casa de prostituição com a presença de menores de idade.

A ação foi ajuizada com pedido de liminar e antecipação de tutela por danos morais coletivos decorrente da relação de trabalho desumana e cruel.

Assinada pelo procurador do Trabalho Rogério Sitônio Wanderley, foi pedida a condenação da comerciante ao pagamento de R$ 300 mil, a título de indenização por dano moral coletivo, por explorar sexualmente crianças e adolescentes, com a reversão dos valores ao Fundo Municipal da Infância e da Juventude de Pombal ou em bens ou serviços em benefício da coletividade lesionada.

Entre outras determinações pedidas na Ação Civil Pública, estão: o bloqueio de todos os bens encontrados no nome da acusada, para ficarem submetidos ao processo judicial trabalhista e a abstenção de realizar qualquer atividade relativa à promoção e ao aliciamento de exploração sexual de crianças e adolescentes, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

A prisão da aliciadora ocorreu em outubro de 2008 e foi uma ação conjunta de agentes da Polícia Civil e membros do Conselho Tutelar de Pombal. O fato ocorreu após uma denúncia de que o bar “O Escondidinho” funcionava como local de fachada para promover a realização de programas de natureza sexual por adolescentes e outras mulheres.

Em audiência no MPT, o então presidente do Conselho Tutelar de Pombal, Gerlândio Almeida Freire, afirmou serem constantes as denúncias acerca da presença de menores naquele bar, relatando, inclusive, a dificuldade em se efetuar o flagrante das menores no local.

De acordo com o procurador do Trabalho Rogério Sitônio Wanderley, autor da Ação Civil Pública "o MPT está diligente no combate à exploração sexual comercial de crianças e adolescentes, buscando, dentre outras medidas, a reparação da lesão ao senso ético da sociedade".



@Folhadosertao
Assessoria

Trabalho infantil - Apelo do Papa contra esta escravatura

Celebra-se hoje no mundo inteiro o Dia Mundial contra o Trabalho infantil, com uma referência particular à exploração das crianças no trabalho doméstico: um triste fenómeno em constante crescimento, sobretudo nos países pobres. São milhões os menores, sobretudo de sexo feminino, vítimas desta forma escondida de exploração que comporta muitas vezes abusos, maustratos e descriminações. Uma verdadeira escravatura!
Desejo vivamente que a Comunidade internacional possa começar a tomar medidas ainda mais eficazes para enfrentar esta autentica praga. Todas as crianças devem poder brincar, estudar, rezar e crescer nas prórias famílias, e isto num contexto harmónico, de amor e serenidade. Têm direito a isso e este é um nosso dever. Muitas pessoas em vez de as permitir brincar, fazem delas escravas: isto é uma praga. Uma infância serena pemite às crianças olhar com confiança para o futuro. Ai de quem sufoca nelas o ímpeto alegre da esperança! - disse o Papa na audiência geral desta quarta-feira. 


INICIATIVA // Dia de Combate ao Trabalho Infantil é lembrado com panfletagem no Recife


Imagem: TV Jornal
O Fórum Pernambucano de Combate ao Trabalho Infantil distribui panfletos e gibis informativos na Estação Central do Metrô do Recife, nesta quarta-feira (12), dia mundial de combate a esse crime. Ao longo do mês, várias ações vão ser realizadas para enfatizar que a exploração das crianças deve ser combatida pelos órgãos de fiscalização e denunciada pela população.

A intenção é incentivar as pessoas a denunciarem o trabalho infantil em todas as suas formas. O foco este ano é a exploração doméstica, que é considerada uma das piores formas de trabalho. No Brasil, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que 400 mil crianças são exploradas dentro de casa.

 
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Ministra dos Direitos Humanos lança aplicativo contra exploração infantil

Ela abriu agenda de convergência nacional contra exploração de jovens.
Aplicativo vai ser testado nas cidades sede da Copa das Confederações.

Alba Valéria MendonçaDo G1 Rio
1 comentário
Ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, lançou nesta quarta feira (12), um aplicativo contra exploração infantil (Foto: Alba Valéria Mendonça / G1)Ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, lançou nesta quarta feira (12), um aplicativo contra exploração infantil (Foto: Alba Valéria Mendonça / G1)
A ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, lançou nesta quarta feira (12), um aplicativo que pode ser baixado em celulares com as plataformas IOS e Android, e que ajuda as pessoas a denunciar a exploração sexual de crianças e outras violações de direitos humanos. O aplicativo Proteja Brasil entra em teste nesta tarde para ser usado inicialmente nas cidades sede da Copa das Confederações. A ferramenta traz telefones e endereços de delegacias e conselhos tutelares onde as denúncias podem ser feitas e explica o que é cada tipo de violação que venha ser cometida, principalmente contra crianças e adolescentes.
"O objetivo é ter a proteção na palma da mão, com acesso rápido e as informações necessárias", enfatizou Maria do Rosário.
A ministra veio ao Rio para abrir a agenda de Convergência Nacional de Proteção aos Direitos das Crianças e Adolescentes. Essa rede inclui conselhos tutelares, Ministério Público, Defensoria Publica e prefeituras das cidades sede no trabalho integrado de defesa dos jovens, principalmente durante os grandes eventos.
Para fortalecer essa rede de convergência, amnistia entregou novos carros, computadores  e impressoras, geladeiras e bebedouros a 82 conselhos tutelares nas cidades que vão sediar os jogos da Copa das Confederações. Além dos novos equipamentos, nos dias de jogo as cidades sede vão term um posto de plantão do Conselho Tutelar nos arredores dos estádios. O plantão vai começar quatro horas antes da partida, durante o jogo e quatro horas após o término do jogo. No Rio, ele será montado no campus da Uerj, no Maracanã, na Zona Norte.
"Vamos dar um show de bola na proteção às crianças e adolescentes. A seleção de Felipão vai lutar para ganhar o campeonato e, juntos nesta integração também vamos vencer", disse Maria do Rosário, que acrescentou que até o fim do ano, outros mil conselhos tutelares do país serão reequipados.
Maria do Rosário destacou ainda que para 2014, o ministério está oferecendo plantas e projetos para a construção de prédios de um Conselho Tutelar de Referência, que serão implantados em cidades onde haja grande incidência de ligações para o Disque 100 - o programa de denúncia de abusos contra criança do governo federal - e nas capitais.  Esses postos modelos vão funcionar em regime de 24 horas por dia.
Além da construção de um posto modelo, o vice-prefeito do Rio, Adilson Pires, destacou que o Rio vai ganhar em breve outros quatro conselhos tutelares. O primeiro será aberto em Guaratiba, na Zona Oeste. Os outros serão construídos nas regiões de Barra da Tijuca/Jacarepaguá, do Méier, no Subúrbio e na favela da Rocinha, na Zona Sul.
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Papa denuncia trabalho doméstico infantil: "é escravidão"

Francisco faz carinho em bebê ao chegar para a audiência na Praça São Pedro Foto: AP
Francisco faz carinho em bebê ao chegar para a audiência na Praça São Pedro
Foto: AP
O papa Francisco fez nesta quarta-feira um apelo contra a exploração das crianças no trabalho doméstico, um "fenômeno lamentável em constante aumento", sobretudo nos países pobres, que afeta em particular as meninas.
"Há milhões de menores, em sua maioria meninas pequenas, que são vítimas desta forma oculta de exploração que, com frequência, inclui abusos sexuais, maus-tratos e discriminações", lamentou o Papa na audiência geral semanal diante de 60 mil pessoas na praça de São Pedro.
O Sumo Pontífice, que fez as declarações por ocasião do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, espera que "a comunidade internacional possa tomar medidas cada vez mais eficazes para combater esta verdadeira praga". "É uma verdadeira escravidão!", completou.
"Todas as crianças devem poder brincar, estudar, rezar e crescer em suas próprias famílias, em um entorno harmonioso, de amor e de serenidade: é seu direito e nosso dever", afirmou com veemência. "Uma infância serena permite às crianças olhar com confiança a vida e o futuro".
Antes da bênção final, o Papa disse que "Deus não pertence a nenhum povo", convoca a todos "sem distinção", "inclusive aquele que se sente afastado, assustado ou indiferente". Em referência à presença do demônio no mundo, como costuma fazer, Francisco pediu em duas ocasiões à multidão que repetisse com ele "Deus é mais forte".
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PREFEITO PEDOFILO PRESTES A SER CASSADO

Prezados,


Essa matéria que saiu na Record DF na data de ontem é chocante.Trata-se de um prefeito pedófilo que está para ser cassado pelo TSE. Ele usa o cargo para aliciar crianças na cidade de Coari. Um cidadão permanece desde outubro de 2012 acorrentado na portado TSE pedindo justiça. São inúmeros os crimes de pedofilia por ele praticado há mais 3 anos e inclusive durante a campanha eleitoral. É repugnante!
Os cidadãos estão se reunindo aqui em Brasília pedindo ajuda a todas as entidades de classe, inclusive a imprensa.
Sou advogada e estou ajudando a acelerar o julgamento aqui no TSE. Ele destruiu várias família de pessoas humildes. Queremos esse criminoso na cadeia!
Tenho farto material e estou à disposição, por favor nos ajude.

(61) 8429-3210/8458-7259

Att.,

Cristiane Britto

Segue o link: http://videos.r7.com/prefeito-acusado-de-pedofilia-pode-perder-o-mandato/idmedia/51b7b9b90cf236eff5fe1d3a.htm

Magno Malta quer mobilização pela redução da maioridade penal

O senador Magno Malta (PR-ES) divulgou em Plenário nesta terça-feira (11) sua intenção de mobilizar o Brasil "em nome da dignidade humana" pela redução da maioridade penal, propondo que qualquer cidadão que cometer crime hediondo deverá perder a menoridade para pagar as penas da lei. Em seu ponto de vista, a simples redução da maioridade penal de 18 para 16 anos é "tentar inventar uma mentira inteira como se fosse meia-verdade":
- É o povo, que, hoje, vive enclausurado. Os direitos humanos não valem para ele, mas para quem mata, estupra e sequestra. Vamos inverter essa lógica e provar a essa gente que, neste país, os humanos é que têm de passar a ter direitos - declarou.
O senador, que lembrou o amplo apoio popular à redução da maioridade penal, contestou os argumentos de que se trata de uma cláusula pétrea da Constituição: ele indagou se a sociedade vai ficar "enlutada o tempo inteiro" porque o texto constitucional não pode ser mudado. Malta também criticou a posição do governo sobre o assunto.
- Ouvi uma entrevista do [ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República] Gilberto Carvalho dizendo que o governo é contra. Sim, sr. ministro, mas qual é a solução? Mas temos saída? 'Nós somos contra'. Isso é brincadeira - protestou.
Magno Malta voltou a defender sua proposta que obriga o Estado a construir centros de ressocialização voltados para a formação de atletas de alto rendimento.
- Vamos virar um exemplo para o mundo, o mundo vai querer nos copiar - afirmou.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

PROSTITUIÇÃO Aposentado leva meninas para motel

O aposentado Adão Rodrigues de Oliveira, de 68 anos, e o amigo dele, Lídio Manoel dos Reis, de 57, foram presos acusados de favorecimento à prostituição. A dupla estava num motel no bairro Centro América, em Cuiabá, com duas adolescentes, uma garota de 15 e outra de 16 anos. A prisão ocorreu anteontem por volta das 20 horas após uma das meninas sair do quarto e se deparar com um funcionário do estabelecimento. 

Questionado sobre o que fazia, disse que estava com outra colega e dois homens no quarto. O funcionário acionou a PM que flagrou os quatro saindo num Fiesta cinza. 

No Plantão Metropolitano da Capital, os dois homens foram autuados pelo crime de favorecimento a prostituição, cuja pena vai de quatro a 10 anos de prisão. No carro, os policiais apreenderam um pênis de borracha que segundo as meninas, não chegou a ser usado. 

O aposentado havia ingerido um comprimido de viagra e na cela, começou a passar mal sendo necessária a presença de um carro do Samu. Ele estava com batimento cardíaco acelerado. 

Segundo as adolescentes, no final da tarde, elas saíram de casa no Jardim Vitória e pegaram carona com Lídio, que é proprietário do carro e estava com o amigo no banco do passageiro. O aposentado é amigo da mãe de uma delas e, por isso, não achou estranho pegar carona com ele. A menina levou uma amiga junto. 

Os dois homens as convidaram para dar um passeio e tomar refrigerantes. Uma delas pediu um short de presente e o aposentado comprou. 

Em seguida, elas foram levadas para um motel no bairro Centro América. Os policiais explicaram que, inicialmente, o aposentado chegou a pé e entrou numa das suítes. Em seguida, veio o amigo com o carro e as duas garotas. 

As meninas disseram que limparam o frigobar comendo tudo o que encontraram e também beberam refrigerantes. Em dado momento, o aposentado tirou a roupa de uma delas e tentou transar, mas a menina recusou. 

Ao correr para fora do ambiente, foi flagrada por um funcionário que acionou a PM. “Chegamos no momento em que o carro saía, aguardando a abertura do portão”, explicou um policial. 

Os policiais apreenderam o veículo, uma vez que estava com a documentação atrasada. Após o flagrante, os dois suspeitos deverão ser encaminhados para uma unidade prisional da Grande Cuiabá. (AR) 

Quatro adolescentes estão desaparecidos e famílias pedem ajuda; veja fotos

Olhar Direto
A Polícia Civil de Campo Verde (130 km de Cuiabá) investiga o desaparecimento de quatro adolescentes da cidade, depois que os familiares denunciaram o sumiço deles.
 
 
Conforme consta de boletim de ocorrência registrado na sexta-feira (7), a jovem Samara Daniela de Jesus Arruda, de 13 anos, saiu de casa e não retornou. Nesta segunda-feira (10), ela teria telefonado para a família e avisado que estava bem, mas não disse onde e nem com quem.
 
 
Também nesta segunda, outros três adolescentes - Henrique Vinicius Polito, de 15 anos, Higor Rodrigues Rocha, 16, e Rheyla Aparecida Pereira de Souza, 13, saíram de casa e não retornaram. Os pais dos três informaram a polícia nesta terça-feira de manhã.
 
 
O delegado Fernando Vasco disse que as investigações já começaram. “Estamos investigando o desaparecimento dos menores trabalhando com a informação de que todos estão bem, mas não sabemos qual é o real estado deles, se estão em condições de risco ou com quem estão”, declarou Vasco, ao CliqueF5.
 
 
Informações podem ser repassadas à Polícia Militar do município (3419 3058), Polícia Civil (3419 1276) ou no Conselho Tutelar da cidade (3419 3964).
 
 
Rheyla Aparecida Pereira de Souza
 
 
Henrique Vinicius Polito

Papa faz apelo contra exploração de crianças no trabalho doméstico

"Uma infância serena permite às crianças olhar com confiança a vida e o futuro", disse

Agência Brasil
O papa Francisco fez um apelo contra a "exploração das crianças no trabalho doméstico", que classificou como um "fenômeno deplorável em crescimento constante".
"Há milhões de menores, na maioria meninas, que são vítimas desta forma escondida de exploração, que muitas vezes inclui abuso sexual, maus-tratos e discriminações", lamentou o papa, no final da sua audiência geral semanal perante cerca de 60.000 pessoas na praça da São Pedro, no Vaticano.
O papa, que falava a propósito do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, desejou "vivamente que a comunidade internacional possa tomar medidas cada vez mais eficazes para combater esta verdadeira praga. É uma verdadeira escravidão", exclamou.
"Todas as crianças devem poder brincar, estudar, rezar e crescer no seio das suas próprias famílias, num meio harmonioso, de amor e de serenidade: é o seu direito e é o nosso dever", afirmou, enfatizando que uma infância serena permite às crianças olhar com confiança a vida e o futuro.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima hoje em 10,5 milhões o número de crianças usadas em trabalho doméstico em todo o mundo, em condições de insegurança e até parecidas com a escravidão.
A agência da Organização das Nações Unidas para o trabalho disse que cerca de três quartos destas crianças são meninas e que 6,5 milhões destes trabalhadores domésticos têm entre 5 e 14 anos.
Em um relatório com 87 páginas, divulgado no âmbito do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, que se celebra hoje, a OIT diz que a situação mais preocupante é na África Subsaariana, em particular em países como Burkina Faso, Gana, Costa do Marfim e Mali, mas também destaca as situações de famílias rurais no Paquistão e Nepal, que são por vezes obrigadas a enviar os seus filhos para trabalhos domésticos como forma de pagarem dívidas.
Vulneráveis à violência física, psicológica e sexual e a condições de trabalho abusivas, acabam muitas vezes isoladas das suas famílias, escondidas do olhar público e muito dependentes dos seus empregadores. Muitas vezes, acrescenta ainda a OIT, acabam forçadas a prostituírem-se.
Tags: comemoração, dia, infantil, papa, trabalho

Em audiência pública, OAB/RS debate políticas públicas contra a exploração sexual infanto-juvenil

Representando a entidade, Ricardo Breier ressaltou a necessidade de criação de uma CPI para tratar do tema, visando unificar as ações das instituições no planejamento na prevenção e repressão.
Há exatos um ano para o início da Copa do Mundo de 2014, o secretário-geral da Ordem gaúcha, Ricardo Breier, esteve presente, nesta quarta-feira (12), em audiência pública "A exploração Sexual Infanto-Juvenil e as políticas de âmbito Estadual e Federal". A sessão solene ocorreu na Sala Vieira da Cunha, na Assembléia Legislativa (Praça Marechal Deodoro, 101 3º andar).
Foram debatidos assuntos como a exploração sexual, a recusa por parte da entidade organizadora dos jogos de mostrar que o tema abordado na audiência é relevante para o Brasil, os chamados "cardápios" com fotos de jovens entregues em alguns hotéis e a situação do
Com o objetivo de combater a exploração sexual dos jovens, muitos projetos foram abordados a fim de conseguir êxito na busca por soluções.
Breier salientou um projeto que a OAB/RS visa instituir: "Deveríamos criar uma CPI para debater assuntos referentes à exploração infanto-juvenil. Seriam ouvidos todas as instituições, com a certeza de que surgiriam denúncias sobre a rede exploração sexual infantil. O poder investigatório de uma CPI tem alcances para a identificação em vários segmentos sociais onde estão a rede de exploração sexual infantil, a exemplo do que foi feito pela CPI da Pedofilia do Senado", afirmou.
Devido ao grande número de pessoas interessadas no assunto, uma outra sala com transmissão ao vivo da sessão foi aberta para acomodar as pessoas que foram acompanhar a audiência.
Também estiveram presentes deputados estaduais, o gerente de planejamento de segurança da Copa, Luciana Bertoletti; a investigadora e psicóloga de polícia, Suzana Braun; o presidente da Associação dos Conselheiros e ex-Conselheiros Tutelares do Rio Grande do Sul, Rodrigo Reis; a defensora pública da infância e juventude, Claudio Barros; o juiz-corregedor, Roberto Carvalho; o tenente coronel da BM, Engel Singel; a diretora dos direitos humanos da Secretaria da Justiça e Direitos Humanos, Tâmara Biolo; a integrante do Comitê Municipal de Enfrentamento à Violência e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, Mariza Alberton; e representando a Fundação de Proteção Especial do Rio Grande do Sul do RS, Maria Guaneci.
Wagner Miranda
Estagiário de Jornalismo

A cultura é o patinho feio do Estado, desabafa a secretária Janete Riva durante reunião na AL

Janete Riva fala à Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto
Janete Riva fala à Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto
A secretária de Estado de Cultura, Janete Riva, revelou aos deputados em audiência nesta terça-feira (11) o que todo artista tem certeza: a Cultura não está entre as prioridades. “Nós somos o patinho feio do Estado”, disse a secretária ao falar sobre o orçamento para 2013 que é de R$ 27,3 milhões, porém, quase R$ 10 milhões desse valor ficam por conta de pagamento de funcionários e custeio da máquina.

A pasta ainda possui convênios com a Orquestra do Estado no valor de R$ 1,2 milhão, R$ 800 mil com Cine Teatro e mais R$ 420 mil com os Museus Histórico, de Pré-História e o de Arte Sacra. Outros R$ 10 milhões pertencem ao Programa de Apoio à Cultura (Proac) e o valor deve ser dividido 50% para os projetos da classe artística e o restante para ações da pasta.

A Secretaria possui o segundo menor orçamento do Estado para atender a toda a diversidade cultural de Mato Grosso. O desabafo de Janete foi feito durante a reunião da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto, a qual foi convidada para apresentar as ações da pasta e o planejamento para 2013. Ela aproveitou para anunciar a dificuldade financeira da pasta e pedir a ajuda dos deputados para defender a ampliação de recursos na votação do orçamento para o próximo ano.

Apesar de todos os entraves, Janete Riva tem como meta na secretaria a implantação do Sistema Estadual de Cultura - que vai assegurar recursos para a pasta -, criação do Programa Conexões, Museu Virtual, realizar o levantamento em todo o Brasil do acervo relacionado a Marechal Rondon, criação da Pinacoteca, Circuito Estadual de Artes Cênicas e ainda Exposições de Artes Plásticas bimestrais.

Ela também está esperançosa em retomar a Feira Latino-americana de Livro - Literamérica que reune países da América do Sul, a exemplo do que ocorreu nos anos de 2005 e 2006. A expectativa da secretária é de que a feira ocorra em outubro e adianta que está buscando recursos para viabilizar o sucesso do evento. “Além de promover a cultura mato-grossense e fomentar a cadeia produtiva do livro, queremos transformar o evento em um grande "balcão de negócio" estimulando ainda mais as produções literárias de Mato Grosso”, disse.

Outro ponto importante destacado por ela é a criação da pinacoteca, afinal, segundo a secretária, todo o acervo de artes plástica da SEC está "entulhado" no porão da Secretaria de forma inadequada, deteriorando o patrimônio público.

Já sobre o acervo de Marechal Rondon, a gestora frisou que sabe da dificuldade que irá enfrentar para reunir todo material, mas já possui apoio do governador Silval Barbosa que pretende expor tudo no Memorial Rondon, instalado no distrito de Mimoso, local onde Cândido Mariano Rondon nasceu.

Mendes critica projeto que inibe novos partidos e pede arquivamento

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, relator do mandado de segurança contra a tramitação do Projeto de Lei 4.470/12, que limita a criação dos partidos políticos, classificou a iniciativa do Congresso Nacional como “casuística” e “condenável”. Mendes, que concedeu liminar suspendendo a tramitação e nesta quarta-feira votou pelo arquivamento da proposta, acrescentou que o projeto fere o princípio da isonomia da criação dos partidos políticos.
“Me sentiria fraudado se o tribunal pudesse subscrever essa tamanha discriminação, dizendo que é constitucional esse projeto, dizer que partido A pode concorrer em uma condição, e partido B em outra. Me sentiria fraudado, sentiria que essa corte foi manipulada, utilizada para fins escusos. Isso é insustentável”, afirmou o ministro.
Me sentiria fraudado se o tribunal pudesse subscrever essa tamanha discriminação (...), sentiria que essa corte foi manipulada, utilizada para fins escusos. Isso é insustentável
Gilmar Mendes alertou ainda para o fato de que, caso o Supremo permita a tramitação do projeto de lei, a Corte legitimará um “jogo desigual” entre partidos que surgiram na atual legislatura, caso do PSD, legenda criada pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, e as demais legendas.
O PSD foi citado nominalmente pelo ministro ao basear sua decisão na jurisprudência formada durante julgamento realizado em junho do ano passado e que definiu o rateio de recursos do fundo partidário e tempo de TV ao partido de Kassab. “A Corte já reconheceu que os direitos políticos são considerados cláusulas pétreas da Constituição de 88”, afirmou Mendes. 
Visivelmente exaltado com o tema, o ministro chegou a comparar a tentativa de barrar a criação de novos partidos com a pena de morte. Na opinião do ministro, o Congresso está agindo por maioria para destruir uma minoria. “E caso o Parlamento decida aprovar pena de morte? A descriminalização da pedofilia? Censura prévia a jornais e periódicos? Essas hipóteses extremadas mostram o que a maioria massiva pode fazer”, afirmou.
Lei tornaria menos competitivos novos partidos
A tramitação do projeto de lei que inibe a criação de novos partidos políticos havia sido suspensa em abril por uma liminar do ministro Gilmar Mendes. Ele acolheu um mandado de segurança proposto pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que pede o arquivamento do projeto. Para o parlamentar, a finalidade do texto é desestimular candidaturas presidenciais para a eleição de 2014. Se sancionada, a lei tornaria menos competitivos novos partidos, como o Rede Sustentabilidade, que a ex-senadora Marina Silva pretende criar.
Pela proposta, de autoria do deputado Edinho Araújo (PMDB-SP), os parlamentares que mudarem de partido no meio do mandato não poderão transferir o tempo de rádio e TV nem os recursos do fundo partidário da sigla de origem para a nova legenda. Esses mecanismos são vitais para o funcionamento eleitoral e financeiro das siglas. No ano passado, R$ 282,2 milhões foram distribuídos a todas as legendas.
Pelas regras atuais, a maior parte do fundo e da propaganda eleitoral é distribuída de forma proporcional ao tamanho das bancadas, independentemente do momento da migração entre partidos.
O julgamento que pode definir o futuro do projeto começou na semana passada, quando advogados de parlamentares defenderam o arquivamento da proposta e a Advocacia Geral da União (AGU) pediu que o Supremo liberasse a retomada da discussão do tema no Congresso.
Terra